Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 19/09/2019
O homem, em sua essência, sempre teve o instinto de curiosidade. Não atoa, desde a pré historia, a humanidade sempre buscou por avanços tecnológicos que facilitassem a vida em comunidade. Por outro lado, hoje, essa curiosidade atrelada ao mal uso dos recursos que a internet oferece, pode trazer sérias consequências ao indivíduo. Desse modo, é mister analisar os infortunios que a cibercondria pode ocasionar à sociedade atual.
Em primeiro lugar, é preciso compreender que a democratização do uso da internet promoveu maior acesso à informação. Em contrapartida, a autosuficiência é um sentimento que a sociedade pós-moderna adquiriu em consequência da vasta disponibilidade de conteúdos na internet. Para o sociólogo Émile Dhurkheim, o fato social define e normatiza uma sociedade, além de estabelece comportamentos. Nesse sentido, a sociedade atual tenta suprir as necessidades por meio de artíficios que promovam autonomia. Por isso, o uso recorrente ao “Dr. Google” propociona a sensação de conhecimento suficiente e acaba corroborando para interpretações erradas de diagnósticos médicos, por exemplo.
Em segundo lugar, a população contemporânea está sempre vivenciando a pressa estabelecida pelo sistema capitalista. E com isso, a falta de tempo faz com quer as pessoas não se interessem a procurar por um profissional qualificado e acaba em confiar nas respostas que a internet mostra. Para Sócrates, isso sem dúvidas, séria ferir o método dialético, pois o indivíduo não questiona e nem busca a veracidade das informações. E esse é um dos motivos que em 2015 espalhou-se fake news de que a vacina era responsável por ocasionar Microcefalia em crianças. Por isso mães gestantes se recusavam a ser vacinadas, fato que trouxe um grande problema de saúde pública até hoje.
A cibercondria é, portanto, um mal da sociedade pós-moderna, e são necessárias medidas para mitigar essa situação. É de suma importância que as escolas assumam o papel de conduzir os jovens ao uso correto da internert por meio de palestras que mostrem a importância dos serviços essencias de contato humano, como consulta médica. Mas também, que o Ministério da Saúde promova campanhas de informação popular por meio das redes socias de maior relevância, como o Instagram e YouTube, buscando evidênciar os maléficios do autodiagnóstico e automedicação embasada nas pesquisa da web. Só assim, será possivel gerar uma sociedade mais prudente e consciente dos infortúnios do uso incorreto da internet.