Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 19/09/2019
A cibercondria trata-se da obsessão de indivíduos em se autodiagnosticar através de informações encontradas em meios digitais. Essa prática tem se tornado cada vez mais comum, pois, o amplo acesso a dados e a facilidade na obtenção de medicamentos contribuem para a continuidade da mesma.
Devido o processo de globalização, o número de informações distribuídas em redes digitais aumentou consideravelmente. Segundo Zygmunt Bauman, a sociedade contemporânea encontra-se cada vez mais fluida. A afirmação do filósofo sintetiza, a partir de sua tese, o panorama social enfrentado, visto que pela facilidade de adquirir dados, muitos optam por negligenciar o diagnóstico médico e, consequentemente, praticam o autodiagnostico e a automedicação, expondo, portanto, suas vidas ao perigo.
Além disso, a fácil obtenção de remédios auxilia na intensificação do problema. De acordo com o Instituto de Ciências, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), 79% dos brasileiros com mais de 16 anos se automedica. Isso ocorre devido a ineficiência dos processos burocráticos para obtenção de medicamentos, além da baixa fiscalização estatal em comércios farmacêuticos.
Sendo assim, são necessárias medidas que visem solucionar a prática da cibercondria. O Governo Federal, junto as secretárias estaduais de saúde, deve por meio de professores, médicos e psicólogos implementar palestras educacionais e projetos sociais a fim de esclarecer e conscientizar a população sobre os perigos de se autodiagnosticar e automedicar. Ademais, o Governo Federal deve, por meio do poder legislativo, instaurar leis que dificultem a comercialização de medicamentos sem prescrição médica, auxiliando assim no combate do problema e reduzindo os casos de cibercondria.