Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 24/09/2019

A conexão à internet, que vem se tornando cada vez mais popular nas últimas décadas, trouxe uma enorme vantagem: O acesso fácil e rápido à informação. Porém, este passa a ser um problema se usado de maneira inadequada, como no caso da cibercondria, em que internautas fazem o “auto diagnóstico” de doenças.

A era digital ampliou o acesso a informação de uma maneira jamais vista. É possível acessar à internet por meio de computadores, notebooks e até modelos simples de celulares. Uma dona de casa, com poucos cliques, pode obter conhecimento de receitas culinárias que antes só era possível por livros e revistas. Um jovem, ao preparar um trabalho escolar, rapidamente acessa conhecimentos que antigamente só conseguiria por enciclopédias.

Em contrapartida, a busca de informação por conta própria pode ser danosa em situações mais delicadas. Se auto diagnosticar e medicar indevidamente é muito mais nocivo que cometer erros em receitas ou trabalhos escolares. A internet trouxe suas bençãos e suas mazelas, e a cibercondria é uma destas, fazendo com que o indivíduo, sem orientação de um médico, sofra efeitos colaterais nocivos  devido sua administração inadequada de medicamentos.

Destarte, atitudes para mudar essa realidade são urgentes. O ministério da saúde, em parceria com os meios de comunicação, deve informar a população sobre a cibercondria, estimulando os cidadãos a não tomar atitudes sem antes consultar um médico. O poder judiciário deve confeccionar leis para que indivíduos com a “hipocondria digital” tenham acesso gratuito a psicólogos, tratando sua psicopatologia. Com a educação e disponibilização de tratamento público de saúde, essa mazela da era moderna será devidamente combatida, promovendo a saúde dos brasileiros.