Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 22/09/2019
A Internet surgiu no contexto da Guerra Fria e tornou-se essencial, ao longo do anos, na aquisição de informações ao redor do mundo. Atrelado a isso, a possibilidade de acesso à infromação fez surgir indivíduos dependentes das plataformas digitais para autoconsulta acerca de doenças, sendo esse fenômeno denominado cibercondria. Nessa acepção, a automedicação e o desenvolvimento da ansiedade generalizada são problemas a serem equacionados, sendo necessária a intervenção de órgãos responsáveis para erradicação da problemática.
Mormente, salienta-se que a cibercondria se trata de um neologismo atribuído a pessoas que usam o meio digital, por ferramentas de pesquisas para buscarem possíveis doenças acerca dos próprios sintoma. Dessa forma, acometem-se de medo excessivo por enfermidades, denominada hipercondria, sendo intensificada pela facilidade da internet. Nesse contexto, evidencia-se a automedicação como consequência da autoconsulta no ciberespaço. De acordo com dados do Instituto de Pós-graduação de Profissionais Farmacêuticos, 79% dos brasileiros se automedicam, sendo assim, um risco ao agravamento da saúde do indivíduo devido ao uso indiscriminado de medicamentos.
Nesse viés, soma-se ao supracitado, o desencandeamento da ansiedade generalizada. Dessarte, é notória que a busca digital pela pessoa aumenta as expectativas e a ânsia por descobrir patologias. Segundo Sigmund Freud, “o novo sempre despertou perplexidade e resistência”, sendo a descoberta por possíveis doenças uma geradora de ansiedade pela perplexidade de se descobrir portador de determinada gravidade e os meios de tratá-la e a resistência em aceitar o quadro clínico descoberto. Contudo, é sabido que a maioria dos sites é passível de fontes duvidosas sendo desastrosos os danos psicológicos causados à pessoa hipercondríaca.
Infere-se, por conseguinte, que se torna imperativa a ação do Ministério da Saúde (MS) em implementar maior rigorosidade na venda de remédios, ao promover nas farmácias um questionário a partir de conversa informal entre farmacêutico e paciente acerca de suas necessidades e sintomas, a fim de evitar medicações desnecessárias e uso indiscrimado, além da indicação a esse paciente sua ida ao médico, sendo possível através de capacitação dos profissionais.Ademais, o MS deve investir em fiscais digitais em sites de saúde para checar informações e possíveis fontes, para autorizar somente aqueles de informações verídicas, a fim de evitar falsos bancos de dados. Logo, a cibercondria será controlada e possivelmente erradicada.