Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 26/09/2019

A cibercondria é caracterizada por um medo e preocupação constante, advindos da era digital, da qual proporcionou a disseminação de informações médicas que geralmente são interpretadas de maneira errada. Nesse sentido, é possível destacar que isso é um problema, visto que faz com que os indivíduos prefiram pesquisar seus sintomas na internet, e deixam de lado o atendimento presencial especializado, como também contribui para o aumento de automedicação e agravamento de doenças.

Primeiramente, é importante evidenciar que a oportunidade de acesso a internet foi muito benéfica para o ser humano, mas ao mesmo tempo trouxe informações médicas que a população leiga não sabe interpretar. Com isso, é nítido que os indivíduos, predominantemente homens, se tornaram inseguros com sua saúde, já que a internet dispõe da facilidade de colocar os sintomas e automaticamente elaborar um diagnóstico pronto, e isso adia a busca por auxílio médico. Além disso, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, homens vão menos ao médico, quando comparados a mulheres, o que mostra que a internet passou a ser um espaço de busca facilitada que trás apreensão para o indivíduo, esta que pode causar casos de depressão.

Por outro lado, é necessário salientar que a cibercondria é a principal contribuinte para o aumento da automedicação do Brasil, já que a busca desenfreada por resposta aos sintomas apresentados pelo ser humano aumenta a ocorrência de diagnósticos virtuais, o que estimula a procura por tratamentos químicos e caseiros. De acordo com o Instituto Farmacêutico do Brasil, cerca de 80% dos moradores do país se automedicam, fato que revela a ocorrência desse problema, visto que os indivíduos querem estar sempre um passo a frente das doenças, mas isso causa preocupação constante e prejudica a qualidade de vida. Logo, é notório que  a cibercondria é problemática, porque permite a complicação de doenças primárias pelo simples fato de postergar o atendimento médico e praticar a automedicação.

Portanto, é notório que a busca descontrolada por respostas aos sintomas físicos faz com que desperte uma angústia interna desnecessária. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde incentivar a busca por consultas médicas por meio de campanhas nas redes sociais e canais abertos de televisão, de modo que compartilhe a experiência de outros indivíduos que adiaram a busca por auxílio especializado e isso fez com que as doenças fossem agravadas, piorando assim a condição de tratamento e melhora da qualidade de vida. Assim, será possível mostrar para os brasileiros que consultas virtuais não devem existir, e que automedicação pode piorar o quadro de saúde. Dessa forma, será possível que as pessoas parem e reflitam sobre esse costume que está intrínseco na sociedade brasileira.