Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 23/09/2019

Segundo o historiador Leandro Karnal , a população está cada vez mais dependente da tecnologia, especialmente da internet. Seja para buscar quais roupas devemos vestir ou fazer um autodiagnóstico de uma doença com base nos resultados do Google, Yahoo e outros sites de pesquisa. Porém, segundo o Ministério da Saúde essa prática  de se autodiagnosticar e posteriormente se automedicar (que pode parecer inofensiva ) causa efeitos devastadores na saúde do usuário, como a reação alérgica ao medicamento, diagnóstico incorreto da doença  entre outros. As principais razões para esse fenômeno são a facilidade de se autodiagnosticar e a crença em pseudoespecialistas .

De acordo com o clínico geral Álvaro Gomes, muitos pacientes vão ao  seu consultório com um diagnóstico e até mesmo uma doença para seus males com base nas buscas na internet. Ele alerta que é impossível realizar qualquer diagnóstico sem realizar nenhum exame, avaliação   clínica ou conhecer o histórico do paciente e seus familiares.

Ademais , muitos pseudoespecialistas aproveitam-se da falta de conhecimento de muitos usuários da internet para vender tratamento alternativo e medicamentos sem autorização da ANVISA  que podem trazer riscos à saúde de quem adere a esses medicamentos.

Portanto , a União deve criar um programa na televisão aberta , nacional e no mesmo horário (como ocorre em propagandas eleitorais ) em parceria com o Ministério da Saúde e emissoras de TV onde especialistas  esclarecem dúvidas e alertam para os riscos de se autodiagnosticar e medicar com base em algorítimos. Também devem ser usados outros recursos midiáticos como rádio, facebook , jornais exaltando a necessidade de procurar um especialista ao desconfiar de qualquer doença.Tais medidas devem ser feitas  para que assim a população compreenda os riscos de presumir que possuem ou não uma doença com base em algorítimos.