Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 06/10/2019
Nas ultimas décadas a tecnologia e a internet trouxeram milhares de facilidades para a sociedade, como o uso de sites de pesquisas para os mais diversos assuntos ou até mesmo a utilização de aplicativos de mapas durante uma viagem. Todavia, junto com toda essa inovação surgiram alguns malefícios como, por exemplo, a Cibercondria que está relacionada às frequentes buscas no google por diagnósticos de doenças. Esse novo “mal” do século XXI, é cada vez mais agravado por motivos como a dificuldade em se conseguir um atendimento médico rápido, e ainda, a fatores como a falta de capacidade de diferenciar um site confiável de outro duvidoso, por parte da população na hora de pesquisar sintomas de uma enfermidade.
Em primeiro plano, verifica-se a questão da dificuldade de se ter acesso a um médico na rede pública. Segundo matéria publicada no site g1.com, cerca de 45% dos pacientes que estão na fila em busca de uma consulta médica pelo Sistema Único de Saúde, enfrentam uma demora de cerca de seis meses. Diante disso, fica evidente que para boa parte da população que não tem condições de marcar uma consulta particular, a única solução que resta é tentar buscar um diagnóstico realizando pesquisas em sites na internet, porem, muitas vezes, esse tipo de atitude acabam dando informações equivocadas ao paciente e, com isso, o prejudicando.
Concomitantemente a essa questão da precariedade do Sistema Único de Saúde, se tem a dimensão da falta de capacidade de parte da sociedade em distinguir entre uma página confiável e outro duvidosa na hora de realizar uma busca na internet. Conforme Albert Einstein: Todo o nosso progresso tecnológico, que tanto se louva, o próprio cerne da nossa civilização, é como um machado na mão de um criminoso. Dessa maneira, fica claro a necessidade em saber separar o que é falso e o que é verdadeiro no mundo digital, pois no mundo sempre existem pessoas dispostas a prejudicar o próximo, até mesmo com assuntos relacionados a doenças.
Portanto, para que os sintomas da cibercondria sejam minimizados, é preciso que o Ministério da Saúde realize a reforma das unidades básicas de sáude (UBS) e contratação de mais médicos, por meio da disponibilização de verba extra - as UBS deveram receber de acordo com a necessidade - para que assim, a população tenha acesso imediato quando precisar de um atendimento clínico. Em adição as empresas de desenvolvimento de software, deveram criar um programa capaz de excluir os sites falsos existentes na internet, utilizando financiamento público para realizar o desenvolvimento - dinheiro disponibilizado pelo Ministério da Tecnologia - buscando assim, reduzir os danos causados por diagnósticos inexatos.