Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 24/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, defende a manunteção dos devres e bem estar entre povos da mesma nação. No entanto, dentro da perspectiva atual observa-se o contrário quanto a questão da cibercondria: a doença da era degital - condição em que o sujeito busca no Google informações mediante ao um problema de súde ao invés de procurar um profissional da saúde -  configura um grave problema para o Brasil de contornos específicos. Por isso, faz-se necessário analisar tais fatores, a fim de liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar os aspectos que corroboram para o aumento de brasileiros que buscam informações sobre saúde na internet e, piora as condições de qualidade de vida no Brasil. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do sociólogo Zygmunt Bauman, que na sua obra “Modernidade Líquida” conceitua que a sociedade moderna é efêmera. Logo, já que a cidadania consiste no bem-estar social o sujeito imerso nesse panorama fugaz não possui conhecimento do cenário real que está inserido e são incapazes de assumir defesa ao coletivo. Dessa forma, nota-se a prevalência da insegurança coletiva oriunda da ansiedade do indivíduo em obter informação rápida.

Por consequência disso, o indíce de brasileiros que buscam o Google como primeira fonte de esclarecimento em casos de problemas de saúde, já chega próximo ao dos que procuram o médico. De acordo com uma pesquisa publicada pelo portal G1, 70% da população brasileira não tem plano de saúde, asssim a internet torna-se um dos únicos recursos acessível, visto que 65% estão conectados a web. Dessa maneira, caracteriza-se no Brasil a negligência governamental como uma das causas que impulsiona o problema diante das demais realidades sociais a qual é formentada pelos riscos e prejuízos à saúde pública e, isto deve ser debatido de forma ampla.

Sendo assim, portanto, medidas efetivas são necessárias para solucionar o quadro atual. Para mobilização da população brasileira a respeito da problemática, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas do Governo campanhas publicitárias nas redes sociais, a fim de erradicar os  crescentes casos de cibercondria no Brasil, dar espaço para a razão nas sociedades contemporâneas e, reduzir os efeitos adversos do impasse. Somente assim, será possível combater a passividade do indivíduo, a omissão das autoridades e viver em um país análogo a teoria de Zygmunt Bauman.