Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 28/09/2019

Na atual sociedade, o Meio Técnico-Científico-Informacional, com as suas avançadas tecnologias, faz-se cada vez mais presente na vida humana. Sendo assim, sugere-se a necessidade de debater a respeito da doença da era digital, a cibercondria, em xeque no cenário mundial. Logo, acredita-se que se destacam entre os problemas o prejuízo às relações interpessoais e a imprudência dos usuários.

Nesse contexto, é possível afirmar que, ao passar do tempo, a sociabilidade está cada vez mais afetada. Nessa conjuntura, as relações líquidas propostas por Zygmunt Bauman estão em evidência no cenário contemporâneo, a qual se explica pela razão das relações serem cada vez mais superficiais, e o contato entre os indivíduos cada vez menor. Sob esse aspecto, não se desconhece que o uso demasiado da internet tem sido a principal causa, uma vez que o real tem sido trocado pelo virtual, e isso está contra a afirmação de Aristóteles, porque o homem está se tornando insociável, e deveria ser totalmente o contrário, pois o homem é um ser social.

Sob outro ângulo de análise, vale ressaltar que, atualmente, o acesso à rede mundial de computadores é mais flexível. Nesse particular, com o advento da Globalização, algo que era alcançado somente por algumas minorias foi abrangido às massas, e, por conseguinte, a exposição imposta pela utilização, muitas vezes, pode acarretar problemas aos usuários. Nesse ínterim, é válido elencar a situação da automedicação, presente em mais de 90% da população, segundo o site g1 da Globo, a qual tem sido agente de vários tratamentos desnecessários e/ou incoerentes, em virtude, sobretudo, do indivíduo recorrer ao google ao invés do médico, para se consultar, e realizar o que os sites propõem.

Faz-se necessária, portanto, a adoção de medidas que mitiguem os impasses. Destarte, é fulcral que a  Mídia, com auxílio de Organizações não Governamentais, atue por intermédio dos veículos de comunicação, como a tv e as redes sociais, com propagandas ilustrando os riscos da utilização em demasia da internet, com o fim de esclarecer a questão aos cidadãos e fomentar maior sociabilidade. Ademais, cabe ao Poder Legislativo, em parceria com o Executivo, realizar políticas que proíbam a venda de medicamentos sem a prescrição médica, com o objetivo de barrar a automedicação e os entraves oriundos dela. Assim, após essas exequíveis ações, poder-se-ia alcançar uma maior suavização da situação referente à temática.