Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 25/09/2019

É fato que a Revolução Técnico-científica contribuiu efetivamente para um novo paradigma social. No campo informacional, o episódio ficou marcado com o desenvolvimento da internet, pois essa tecnologia potencializou a propagação de informação e conhecimento em toda esfera global. Contudo, é válido ressaltar que esse novo contexto não é isento de riscos, como é o caso do surgimento da cibercondria: a doença da era digital. Diante disso, deve-se relacionar a preocupação exagerada com a saúde, assim como o fácil acesso informacional proposto pela web com a problemática em questão.

Em primeira análise, é relevante salientar que o ser humano está mais preocupado com sua saúde, com isso passou a buscar mais informações sobre o assunto. Diante disso, o meio virtual é a ferramenta mais utilizada para esse viés. No entanto, o impasse tem início quando essa preocupação se apresenta de forma hiperbólica, ocasionando-lhe consequências. Exemplo disso é o autodiagnóstico, o qual é realizado, segundo o site G1, por cerca de 40% dos usuários. Tal prática, segundo a Sociedade Brasileira de Medicina, é um risco para o indivíduo, pois além de contribuir para um diagnóstico equivocado, corrobora para o uso errôneo ou indevido de medicamentos.

Além do mais, é indubitável que tal desfecho tem ligação com a facilidade que o meio digital possibilita aos seus usufrutuários. Isso ocorre porque o cidadão está cada vez mais dependente das tecnologias e, por serem mais acessíveis, são usadas para vários fins. De acordo com o Instituto de Ciência, Tecnologia, cerca de 41% dos brasileiros recorrem a internet em busca de informações sobre sintomas, doenças e tratamento. É notório que tal ato pode proporcionar benefícios, porém uma má interpretação do assunto pode desencadear mais problemas, a exemplo transtorno de ansiedade.

Evidencia-se, portanto, que a tecnologia trouxe benefícios para sociedade, por outro lado não a isentou de malefícios. Em razão disso, o Ministério da Saúde, deve disseminar, nos meios de comunicação, propagandas que mostrem os perigos que a internet pode ocasionar quando usada para interpretar problemas de saúde e, acima de tudo, instruí-los a recorrem ao especialista da área. Assim como, por meios programas, aplicados por profissionais de saúde e informática, orientar os cidadãos a buscarem informações de fontes confiáveis como sites médicos ou artigos científicos, com o fito de estimular o senso crítico desses e, dessa forma, evitar que se crie uma confusão diante de muitas informações. Assim, observar-se-ia uma população mais crítica e menos compulsiva.