Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 24/09/2019
Após diversas empreitadas bem sucedidas da URSS na corrida espacial, os EUA criaram a ARPA e a NASA, respectivamente, agências de expansão espacial militar e civil. A NASA, eventualmente, acaba se destacando mais, porém isso não implica no fracasso da ARPA, pelo contrário, a agência, através das diversas pesquisas e protótipos, criou a ARPANET, por exemplo, uma de suas inúmeras invenções para a otimização da rede de comunicação militar e, de tamanha importância para o contexto de Guerra Fria, tanto quanto para os dias atuais, pois a tecnologia acabou evoluindo e se tornou a internet na qual é indispensável para muitos atualmente. A internet de fato revolucionou os modelos de comunicação em todas as áreas, principalmente a área de saúde, sendo prejudicial em muitos casos.
Trouxe novas formas de entretenimento, remodelou os antigos padrões de relacionamentos, como as redes sociais, por exemplo, mas a internet também trouxe novos padrões de acesso à saúde que possuem benefícios e malefícios. O lado positivo dessa ferramenta com certeza é a informação, atualmente, as pessoas podem fazer pesquisas sobre diversas doenças e planos de saúde em poucos minutos, sem sair do lugar. Assim como, marcar exames, consultas e visualizar resultados de exames de sangue em sites de laboratórios são algumas das situações que ilustram a facilidade e comodidade que a internet acarretou para o ser humano.
Porém, os jornais e cientistas nos mostram frequentemente os malefícios que a internet pode causar caso seja usada de forma errônea, como por exemplo, a automedicação. O jornal Gazeta publicou uma reportagem em seu site no ano de 2017, no qual mostrava os riscos que os usuários estavam correndo ao se consultarem com o Google, desde interpretação de exames de forma errada até a conclusão de ter uma doença e se automedicar, são múltiplos os riscos que se pode correr ao confiar em plataformas e sites de pesquisa. Além disso, uma pesquisa do ICTQ, Instituto de Pós-Graduação para Profissionais do Mercado Farmacêutico, ratificou a notícia anteriormente dada pelo jornal, apresentando dados que mostravam que a cada dez brasileiros, oito tomavam remédios por conta própria e muitas vezes influenciados pela suas próprias pesquisas na internet, podendo ter consequências sérias, como o agravamento de uma potencial doença.
Sendo assim, é fundamental por parte das escolas, da mídia e dos meios de comunicação, no geral, como os influenciadores digitais muito presentes no dia-a-dia da sociedade contemporânea, criarem campanhas de orientação e de esclarecimento em relação ao uso dessa importante ferramenta que pode ser prejudicial em muitos casos, como por exemplo, o automedicamento, mas também pode acarretar inúmeros benefícios se for usada com prudência e bom senso.