Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 03/10/2019

No estilo literário Barroco, analisando o contexto histórico encontramos uma sociedade cética e divide em duas vertentes, outrossim hodiernamente a sociedade encontra-se dubitável em relação a tecnologia e internet. A ascensão da internet ocasionou incontáveis mudanças à sociedade atual, através do contato instantâneo com a informação, com isso, a busca por diagnóstico médico se tornou ultrapassada e a internet primordial na determinação autodiagnóstico de doenças e compra de medicamentos.

A priori,  insta salientar que a falta de conhecimento é um fator primordial no que tange à cibercondria. Isso porque as pessoas leigas, na maioria das vezes, não procuram um profissional da saúde, ficando apenas com as informações que as páginas da internet disseminam. Consoante o Instituto de Pós-Graduação Para Profissionais de Mercado Farmacêutico (ICTQ), aproximadamente 80% das pessoas com mais de 16 anos praticam a automedicação. Desse modo, evidencia-se um aumento na gravidade da doença, já que a prática de ingerir drogas sem aconselhamento médico faz com que ocorra a seleção de superbactérias no organismo, que são aqueles resistentes à antibióticos e, consequentemente, agravante do problema.

A posteriori, há de se destacar que a diminuição da relação entre o médico e o paciente nos hospitais favorece o aumento da autoconsulta. Nessa perspectiva, o conceito de modernidade líquida, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ilustra essa realidade da contemporaneidade, uma vez que as relações entre as pessoas, hodiernamente, não são sólidas, ou seja, podem se transformar constantemente. Como consequência, essa “liquidez” fragiliza as interações interpessoais dentro de uma comunidade, o que faz um paradoxo à Teoria da Coesão Social de Émile Durkheim, o qual diz que “a sociedade é um todo integrado”.

Portanto, para a orientação da população, urge que o Ministério da Saúde (MS) crie por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias que detalham a importância do medicamento com a busca ávida por informações de medicalizações eficazes e sem risco à saúde. Além disso, urge que o Ministério da Educação (MEC) através de palestras com profissionais da saúde, busque intensificar um maior diálogo entre os anseios dos jovens e adultos e destaque a importância de medicamentos prescritos.