Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 23/09/2019
A era digital tem mudado de forma significativa a maneira como a humanidade age, tanto de forma positiva como de forma negativa, são inúmeros os benéficos que a tecnologia tem trazido a humanidade, porém isso tem gerado em alguns de seus usuários um forte sentimento de dependência, que por sua vez tem produzido um forte isolamento dos mesmos. A causa disso seria o uso indiscriminado de ferramentas, que nasceram com o intuito de ajudar, mas que pela ausência de orientação e controle acabam por prejudicar aqueles que fazem sua utilização.
Podemos afirmar com veemência que uma dos recursos tecnológicos que tem trago mais malefícios a seus usuários é o celular, uma pesquisa feita pelo estado de serviços móveis, afirmou que os brasileiros passavam mais de três horas por dia usando o celular em 2018, essa média colocou o país em quinto lugar no ranking global de tempo despendido com o aparelho. Juntamente com esse aumento do número de horas o índice de acidentes de trânsito sobe também uma vez que a utilização descontrolada do mesmo, gera uma dispersão que faz com que os proprietários do aparelho sintam a necessidade de utilizá-lo ainda que seja em situações indevidas.
Haverá uma dificuldade em reverter os prejuízos que a era digital tem trago a humanidade, já que atualmente tudo está vinculado à setores que envolvem contato direto com ferramentas de uso tecnológico, além disso o uso dessas ferramentas como forma de lazer tem se tornado frequente também entre as crianças (Segundo a pesquisa TIC kids o percentual de jovens de 9 a 17 anos que utilizam o celular chegou em 44% um aumento de 7% em relação à última pesquisa feita em 2016) uma vez que seus pais utilizam desse meio para distrair seus filhos enquanto realizam tarefas domésticas ou cumprem afazeres do trabalho. A atuação do governo e do congresso na erradicação da doença da era digital é fundamental, é necessário que haja projetos de lei que punam severamente pessoas que utilizam celular no trânsito, e nas escolas devem realizar programas que façam com que as crianças se desapeguem de artefatos tecnológicos.