Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 24/09/2019

É notório que no mundo globalizado e dinâmico que vivemos, buscamos as informações e respostas para nossas dúvidas o mais rápido possível. E nessa busca incessante surge a “Cibercondria” - indivíduo se diagnostica ou medica-se baseado no conteúdo da internet. Dentre tantos fatores que caracterizam esse comportamento, destacam-se: a facilidade de informações nas redes e o acesso aos remédios.

Sabe-se que com a facilidade de informações adquiridas atualmente, associadas aos conteúdos disponibilizados na internet, obtém-se o conhecimento muito rapidamente. E cabe mencionar que existem casos, por exemplo, como os remédios que são indicados para a gripe ou resfriado, mas que são contraindicados para a dengue, onde o seu uso pode vir a piorar o quadro clínico. Diante disso, cabe aos Conselhos de Saúde criar campanhas com o intuito de incentivar a visita ao profissional de saúde onde este sim faça o diagnóstico e a prescrição de receita correta para a real enfermidade.

Outro fator determinante é que o Brasil possui um elevado índice de pessoas que se automedicam, devido a facilidade de acesso a fármacos. Convém mencionar como exemplo uma denúncia feita pelo Fantástico, onde uma drogaria no interior da Bahia fazia a comercialização de remédios de tarja preta sem exigir qualquer tipo de receita médica, deixando de restringir qualquer tipo de venda. Diante disso, para coibir a irresponsabilidade desses comerciantes, seria de grande valor que o Governo os multasse com valores elevados, além de criar campanhas para alertar a população dos riscos gerados pela automedicação.

Conclui-se então que, tanto a facilidade de acesso a informações como a aquisição de remédios são fatores ligados diretamente a “Cibercondria”. Portanto, para reduzir esse tipo de comportamento é preciso que o Governo e os Conselhos de Saúde tomem as atitudes como multar as drogarias e criem campanhas no combate a automedicação.