Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 25/09/2019
A informação como à temos hoje, revolucionou o mundo. Deixou porém, lacunas pelo rápido processo de expansão, disseminação e criação. Um desses problemas é o que chamamos de cybercondria.
A doença no Brasil, se manifesta com mais vigor, pois é evidente que no país, há um enorme “buraco” no que tange a saúde pública, que por desesperançar a população, abre brechas para que “soluções” sejam adquiridas por conta própria.
ocorre, que quando desconhecemos o tema tratado, somos incapazes de filtrar e organizar a informação de forma adequada e consumidos pelo medo, tornamo-nos incapazes de interpretar informações conclusivas. Não é à toa, que médicos e psicólogos não operam, nem analisam (respectivamente) parentes e/ou amigos.
Não é difícil, ler um livro psiquiátrico e começar a acreditar que possui problemas mentais. Da mesma forma não é difícil ler diagnósticos e passar a acreditar que precisa deste ou daquele medicamento, ou ainda, que possui uma doença mais ou menos grave que a real. Ou seja, no final das contas, o melhor pro brasileiro nessas horas , ainda é desligar a internet e esperar sua consulta, buscando o diagnóstico de forma adequada, ou seja, sempre com um médico.
Hoje, é difícil de se restringir qualquer tipo de informação. Nos acostumamos com a liberdade, e qualquer restrição, mesmo que informativa, parece um tanto quanto ditatorial. O que não quer dizer, que não possam ser adotadas medidas preventivas.
Uma das coisas que poderiam ser feitas, seriam semi-restrições relacionadas ao público ou ao nível de informação.
As semi-restrições relacionadas ao público, seriam aquelas que exigiriam por exemplo, um bacharelado do leitor, o que traria um filtro maior e uma responsabilização também maior do leitor, garantindo que aquele que lê, mesmo que seja formado em marketing, engenharias ou contabilidade, mesmo nada tendo haver com a área médica, por possuir estudo acadêmico, vai verificar a informação com um pouco mais de critério.
A semi-restrição relacionada ao nível de informação, seria aquela a permitir o acesso geral da população, mas insuficiente para que o indivíduo conceba por conta própria o seu diagnóstico. Além do mais, poderia existir com isso a necessidade de login para sites que tratam de temas médicos.
Com essas pequenas medidas, poderíamos criar um apelo social, como ocorreu com a lei seca em 2008, e assim com a ideia de responsabilização, diminuir os danos causados a população.