Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 24/09/2019
Os avanços da Terceira Revolução Industrial no final do século XX, como a informática e a internet, permitiram a rápida difusão das informações. Com a possibilidade de buscas online, a cibercondria, doença psicopatológica ligada a esse espaço afeta significativamente a sociedade. Nesse contexto, os erros diagnósticos e a automedicação surgem como uma problemática.
Mormente, as consultas a internet por possíveis diagnósticos afeta a saúde do indivíduo. Albert Einstein, disse que temia o momento que a tecnologia superasse a interação humana, hodiernamente, a tecnologia afeta a interação médico-paciente na busca por consultas presenciais e diagnóstico, quando se usa de ferramentas virtuais, possivelmente erradas, para se definir o que sente. Assim, há o aumento de erros evitáveis e de ansiedade decorrente da associação de sintomas.
Ademais, a definição de tratamento por dados virtuais é significativamente prejudicial. De acordo o ICTQ, cerca de 79% dos brasileiros se automedicam. Tal prática, é influenciada pela facilidade do acesso a informação e aos medicamentos sem prescrição, na tentativa de tratar os sintomas. Dessa forma, sem orientação profissional ou evidencias científicas aumenta-se o risco de intoxicação e dependência.
Portanto, medidas são necessárias para minimizar os efeitos da doença da era digital. Isso se deve através de uma parceria do Ministério da Comunicação com entidades médicas, que por meio de campanhas publicitárias evidenciem a importância de um diagnóstico e tratamento feito por profissionais de saúde, com intuito de diminuir os danos decorrentes do auto diagnóstico e da automedicação. Não menos importante, as bases virtuais de dados devem fiscalizar a disseminação de informações de saúde, reduzindo a quantidade de conteúdos sem bases científicas.