Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 06/10/2019
Embora tenha ocorrido diversos benefícios da internet para o desenvolvimento da saúde,tem-se notado que a cibercondria é uma problemática atual,devido a diversos fatores como a ingestão de medicamentos sem prescrição médica e as consultas digitais.Nesse contexto,deve-se analisar as principais consequências a doença da era digital para a sociedade.
Há de se evidenciar,inicialmente que a cibercondria digital é derivada da hipocondria, levando o indivíduo a compulsão pelo seu estado de saúde,ocasionando a automedicação.Segundo o ICTQ(instituto de pós graduação para profissionais do mercado farmacêutico)aproximadamente 79% dos brasileiros com mais de 16 anos praticam a aplicação automática.Diante do exposto,pode-se concluir infelizmente que a facilidade de comprar medicamentos sem receita ou orientação médica é comum no país.
Outro aspecto relevante que interfere na manifestações psicopatológicas é o autodiagnóstico,uma vez que vários diagnósticos apresentam sintomas parecido.De acordo com o filósofo Zygmunt Bauman,as redes sociais são muito úteis,entretanto,oferecem muitas armadilhas.Em analogia as suas palavras,percebem-se que o excesso de informação e as constantes ´´consultas ao Dr.google´´ocasionando sintomas de ansiedade,comprometer tratamentos.Tudo isso retarda a resolução do empecilho contribuindo para a perpetuação desse quadro atual.
Assim,algumas medidas são necessárias para combater o avanço dessa problemática na sociedade brasileira.Desse modo,o Ministério da saúde em parceria com psicólogos e o governo deve orientar a população por meio de propagandas e palestras,com o objetivo de explicar e ensinar as consequências de se autodiagnósticar sem a prescrição médica.Além disso,é imprescindível uma maior fiscalização em farmácias que vendem remédios sem receitas médicas e multar ou fechar as que continuarem vendendo de forma errada.