Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 06/10/2019

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, por meio do uso de artefatos digitais, o acesso à informação sobre enfermidades foi ampliado. Apesar de benéfico, esse mecanismo também gera adversidades, como a cibercondria uma compulsão em pesquisas online sobre a própria saúde. Nesse panorama, não se deve negligenciar o déficit de medidas preventivas e os casos de automedicação.

A princípio, sob a égide Constitucional, é dever do Estado promover políticas que visem à redução de riscos de doenças. Tal pressuposto, é ignorado no que se refere à cibercondria, visto que as medidas preventivas para essa enfermidade são quase inexistentes. Consequentemente, cresce o número de pessoas que buscam, compulsivamente, em sites de saúde, muitos sem reconhecimento científico, o diagnóstico para solucionar sintomas sentidos.

Sob outro viéis, a automedicação é uma problemática relacionada à cibercondria. Segundo o regulamente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, existem remédios que podem ser comercializados sem o uso da receita médica. Todavia, esse premissa pode ser um risco para os hipocondríacos digitais, haja vista que muitos consomem esses fármacos de modo obsessivo, baseados apenas em diagnósticos online, o que gera danos à saúde, como lesões estomacais.

Destarte, com o intento de mitigar os casos de cibercondria, é imperioso que o Ministério da Saúde elabore campanhas, mediante pop-ups nos sites de saúde que elucidem sobre os sintomas e tratamento dessa enfermidade. Outrossim, é mister que a mídia televisiva veicule informes sobre os riscos da automedicação, baseada apenas em pesquisas realizadas em artefatos digitais, oriundos da Terceira Revolução Industrial.