Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 06/10/2019
Desde a invenção da internet em meados da década de 1980, o mundo passou por diversas transformações, como na área médica em que exames podem ser realizados e vistos em tempo real pelo médico e o paciente, na área social com a possibilidade de novas interações entre os usuários, e, no campo da informação com as notícias chegando em tempo real, o que é algo positivo em se pensar que há menos de 20 a comunicação era realizada por cartas, que demorava em média 7 dias para chegar ao seu destino. Mas, com todo esse bombardeamento tecnológico surgiu a cibercondria: doença da era digital, passando despercebida ou mesmo negligenciada pelo Governo Federal ou órgãos regulamentadores ligados ao Ministério da saúde, sendo um problema de saúde pública.
Outrossim, de acordo com o filósofo Inglês John Locke: ‘‘A a função do Estado é proteger e garantir os direitos naturais individuais’’, e o direito à saúde é um direito natural individual e deve ser uma premissa maior, pois está intrinsecamente ligado ao direito à vida da população de um modo geral, e deve ser resguardada pelo Governo através de políticas públicas que alerte a moderação quanto ao uso da internet de uma forma geral. Por conseguinte, a hipocondria é uma doença que consiste na ingestão desenfreada de remédios sem prescrição médica, e pode se comparada a cibercondria que consiste no uso inadequado da internet, como substituir ajuda profissional médica por sites de pesquisa como Google, o que pode agravar problemas simples de saúde, iniciados apenas com uma dor de cabeça.
Ademais, de acordo com pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde, e publicada pelo site Uol, revela que a maioria dos Países ao redor do mundo, principalmente onde o uso da internet é mais intensificado como Europa, Américas e Ásia, não possuem políticas públicas de controle quanto ao que é visto pelos usuário e consequentemente a disseminação das Fakes News. Em adição, no Brasil, também com essa problemática, foi criado pelo grupo Globo de comunicações em conjunto com portais de notícias a campanha Fato ou Fake, que consiste no exame de informações por profissionais dos mais diversos campos e divulgados pelos jornais e sites que pode ser acessado de forma confiável.
Logo, diante da ineficiência do Estado em gerir e alertar a população sobre essa nova mazela social, o Ministério da Saúde em conjunto com Organizações não Governamentais, devem criar campanhas educativas quanto ao uso da internet em escolas e nos meios midiáticos aproveitando e intensificando o projeto já criado pelo Grupo Globo, por meio de investimento da iniciativa privada e também dos royalties da exploração da bacia pré-sal, para que o uso das mídias digitais possa se tornar, a longo prazo, mais saudável e educativa, livres do mal da automedicação e disseminação de falsas informações, o que garante uma cidadania mais pragmática e realmente plural para todos.