Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 04/10/2019

É de conhecimento geral que com o passar do tempo muitas inovações tecnológicas se tornaram evidentes no meio social, ampliando o espaço de entretenimento, comunicação e acesso às informações no mundo virtual. A partir da Segunda Guerra Mundial, muitos avanços foram observados no campo da ciência e da medicina, somado a um grande desenvolvimento tecnológico, o que contribuiu para maior acesso às informações relacionadas à saúde pela internet.

Em primeira análise, observa-se, segundo dados da pesquisa realizada pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação (CETIC), que 33% dos usuários da internet revelaram que usam sites de busca para procurar informações ligadas à saúde. É fato que a ansiedade gerada na maioria das pessoas com relação a esse tipo de pesquisa, traz danos maiores à saúde. Tal ansiedade tem sido estudada por especialistas e considerada uma doença psicopatológica, a cibercondria.

Em segunda análise, pode-se analisar, segundo dados do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), que o Brasil é recordista mundial em automedicação, consequência direta da cibercondria, a busca por medicamentos por conta própria. O levantamento mostrou que 72% dos brasileiros fazem automedicação após autodiagnóstico usando a internet. Dessa forma, a automedicação tem sido considerada por especialistas como um grave problema de saúde pública.

Portanto, se faz necessária a ação do Governo Estadual na aplicação efetiva dos investimentos federais em prol da saúde, contando com a esfera municipal no acesso, facilitando as consultas médicas. Ademais, o Governo deve usar os meios midiáticos na propagação de anúncios de conscientização da população, para que dessa forma o problema da cibercondria e da automedicação seja atenuado no meio da sociedade.

O índice de quem admite tomar remédio sem prescrição médica chega a 91% na faixa etária de 25 a 34anos

ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico),