Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 17/10/2019

No ano de 1969, a equipe de inteligência norte-americana desenvolveu a arpanet- primeira internet-, nascida durante a Guerra Fria, com o objetivo de manter a comunicação segura entre militares e  cientistas. Desse modo, a cada ano a internet fica mais acessível e presente na vida da população. Sob esse viés, surge um novo termo referente à hipocondria da modernidade: a cibercondria. Esse advento resulta em maximização da automedicação e autodiagnóstico errôneos online, com efeito danos aos indivíduos.

Convém ressaltar, a priori, que medicamentos podem levar ao óbito. Nessa perspectiva, o ato de se automedicar não deveria ser comum e crescente, em razão dos riscos medicamentais. Contudo, de acordo com o G1- site jornalistico da globo- cerca de 90% da população brasileira tem o hábito de consumir medicamentos sem prescrição. Assim, comprova-se que com a era digital as pessoas estão mais munidas de informações e sentem-se aptas a negligenciar consultas médicas, o que pode acarretar prejuízos irreversíveis.

Além disso, os diagnósticos ‘‘Dr. Google’’ colaboram para preocupações maximizadas ou atenuadas. Nesse cenário, é muito frequente pessoas que estão com algum problema buscarem o google para diagnosticar. Entretanto, diversas patologias apresentam sintomas semelhantes, sendo assim, facilmente pode chegar a um denominador comum errado. Logo, o autodiagnóstico pode suavizar doenças reais e intensificar pequenas.

Urge, portanto, minimizar os embates da cibercondria. O governo estadual, aliado à secretaria de saúde, deve aumentar a classificação de fármacos vendido somente sob receita médica, a fim de diminuir a prática da automedicação. Em adição, o Poder Legislativo pode sancionar uma lei em que agentes  fiscalizem as mídias sociais, no intuito de excluir páginas que corroboram autodiagnóstico. Consoante o escritor Peter Drucker : ‘‘Não é possível prever o futuro, mas é possível criá-lo’’. Destarte, por meio dessas, há esperança de uma população saudável e corretamente  informada.