Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 07/10/2019
A hipocondria, crença infundada de que sintomas comuns podem indicar uma doença mais grave, já criava problemas expressivos e agora tem-se a chamada cibercondria. Isto tem chamado bastante atenção e gerado grandes questionamentos na área da saúde, pois pacientes deixam de ir ao médico, compram medicamentos sem prescrição e, muito menos, realmente se tem a enfermidade. Buscam-se em sites na internet sintomas de doenças e remédios para conter, isso é acarretado pela facilidade de acesso e o comodismo.
A priori, a facilidade de acesso que tanto a internet e a compra fácil de remédios têm dado as pessoas uma autonomia. Em consequência disso, a população não sabe o quão agravante pode ser para sua saúde num diagnóstico e medicação errada, pode-se citar inúmeros exemplos, um deles é o uso de antibióticos sem prescrição médica e de forma incorreta, tornam as bactérias resistentes, pois o remédio para de fazer efeitos. Segundo o relatório global sobre a resistência bacteriana, publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) define a situação como alarmante, uma ameaça à saúde pública mundial.
A posteriori, o comodismo de várias pessoas tem agravado, no cotidiano é muito fácil se fazer uma compra por meio da internet, e o que não falta são conteúdos de mais variados assuntos. Por isso, os indivíduos preferem uma busca rápida do que ir num medico o que pode demorar horas e acaba em minutos e além do mais, tem também profissionais da saúde online, ao invés de ir num consultório pode-se consultar ali, marca exames e ter laudos que podem ser enviados por e-mail, tudo digital, mas o que pode ser vantajoso, torna-se letal. Sendo assim, o que mais tem são estelionatários cometendo fraudes, tudo que á no meio virtual tem que ter certeza, para não ser uma vítima.
Portanto, para que seja evitado situações constrangedoras ou agravantes a saúde, o Estado deve intervir, por meio do Ministério da Saúde, que tem por função promover, prevenir e proteger a população em quesito bem-estar público. Então deve-se ter cartazes, campanhas com profissionais da saúde em ambientes públicos, escolares e praças, para motivarem as pessoas irem a consultas médicas e não tomarem remédios por conta própria, explicando os riscos que pode causar o ato de medica-se e buscar ajuda virtual. Desse modo, os indivíduos além de se informarem, podem procurar uma melhoria de vida.