Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 07/10/2019
Desde que o homem atingiu o patamar evolutivo de homo sapiens sapiens, ele busca maneiras mais simples, fáceis e rápidas de solucionar seus problemas. Com a invenção da internet, que torna capaz um acesso quase ilimitado a todo tipo de informação, o ser humano passou a pensar que não mais necessita buscar ajuda qualificada ou especializada. Principalmente em relação à saúde e bem-estar, como consultar um médico quando não se sentem bem.
Isso, decorre não apenas pela facilidade de uma veloz pesquisa no Google, sobre os sintomas que o afligem, mas também, como no Brasil por exemplo, por causa da demora e má qualidade no atendimento, tratamento e acompanhamento ao paciente que o sistema público de saúde fornece. Segundo um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o Ibope 70% dos brasileiros não possuem plano de saúde.
Logo, ao invés de passar por longas filas de espera por uma consulta, torna-se muito mais fácil fazer uso de um medicamento, prescrito por algum site não confiável da internet, para alívio dos sintomas de alguma doença, que por muitas vezes nem se consegue chegar a um diagnóstico por conta própria. Porém, também há aqueles, que por falta de conhecimento, acabam por pensar que possuem enfermidades graves, quando na verdade são leves e de fácil tratamento, e vice versa.
Portanto, o investimento por parte do Governo Federal no setor da saúde pública, para a melhoria desde o atendimento até o tratamento, é indispensável. Também é necessário que sejam realizadas, pelos provedores de convênio médico particulares com o incentivo do Estado, campanhas publicitárias que levem a conscientização da população sobre os riscos da ingestão de medicamentos prescritos pela internet, sem procurar uma opinião real, especializada e qualificada.