Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 02/10/2019
O fácil acesso e a grande quantidade de informações sobre saúde na internet permitem que o indivíduo escolha em que ele quer acreditar, mas o palpite nem sempre é certo. Alguém com uma doença grave que precisaria de tratamento, mas deu atenção aquele site que o tranquilizava, ou então nem estava doente e teve um surto com tantas possibilidades de ter uma doença fatal que acabou desenvolvendo depressão, são alguns dos casos frequentes no Brasil. É assim que a cibercondria começa na vida dos brasileiros, e o problema fica pior com o atual cenário do sistema de saúde e a facilidade de comprar medicamentos.
Quando uma apessoa nota um sintoma ou algo diferente do comum em seu organismo a primeira coisa que ela faz é pesquisar na internet sobre. Talvez nem haja nada de errado, mas como há informações, ela vai à procura diagnósticos. No outro caso, quando há sim uma doença, sem saber, a pessoa adere qualquer coisa que o agrada na pesquisa, independentemente se tem certeza ou não sobre a veracidade da informação. É assim que a saúde do brasileiro é colocada em risco todo dia e a culpa não é só dele, além de não ter bom senso e hábito de filtrar informações, existem os que às publicam sem saber do assunto com propriedade.
Por outro lado há aqueles que inicialmente não eram afetados por tantas informações disponíveis, porém após terem sido submetidos ao atendimento médico demorado e medíocre do país, passaram a buscar solução na internet que é rápido e fácil. Atualmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) às vezes o número de atendimento e de médicos é tão baixo que pacientes ficam sem consulta, já nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) ela é garantida, porém dificilmente ocorrerá com menos de duas horas de espera, o que praticamente fica inviável ao paciente por motivos de estudo e trabalho. Além disso, após tanta disputa e espera por um suporte médico, algumas vezes ele nem é eficiente devido à falta de empatia e qualificação do profissional que apenas escuta a reclamação do enfermo enquanto digita o receituário sem nem olhá-lo nos olhos.
Embora pareça incontrolável, os meios que ocasionam a cibercondria podem ser controlados. Em primeiro lugar, alunos da área da saúde poderiam criar projetos de extensão para avaliar sites que fornecem dados sobre o assunto e repassar ao Governo Federal aqueles que contém erros para que seja desativado. Além disso alunos TI poderiam fazer um melhoramento de algorítimo que filtre com mais segurança os mesmos assunto. Em segundo lugar, a supervalorização do médico no país deve acabar, por meio de redução do salário e palestras sobre empatia e humanização, essas ministradas por professores e alunos. Ademais