Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 14/10/2019

O Físico Albert Einstein temia o dia em que a tecnologia iria ultrapassar o ser humano.Esse medo tornou-se realidade na hodierna geração,pois mesmo com os impactos como a flexibilização das atividades de produção nos setores intelectuais,econômicos e de lazer,a sociedade enfrenta questões alarmantes.Tais divergências encontram-se estruturadas em fatores como o excesso de informações sem a busca do aprofundamento no mundo virtual e a consequente automedicação.Assim,é necessário analisar o fenômeno em busca de uma solução para contorná-lo.

Antes de tudo,cabe ressaltar que a internet,nas últimas décadas,tem se tornado um dos principais meios digitais de acesso às informações,evidenciando a dependência humana desse aparelho.No entanto,a população,devido à exposição de inúmeros conteúdos simbólicos e a escassez de tempo disponível,passou a desconsiderar o nível de veracidade de um assunto apresentado.Nesse sentido,tal prática,reafirma o conceito da modernidade líquida do sociólogo Zygmunt Bauman em que é priorizado a velocidade dos fatos ao invés de uma solidificação de algo.Portanto,é vital conscientizar os usuários desse instrumento sobre essa problemática para evitar a propagação de mal interpretações.

Por outro lado,é valido lembrar da recorrente extensão do automedicamento.No Brasil,por exemplo,a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos,conforme dados apresentados pela pesquisa do ICTQ(Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico).Nessa perspectiva,fica evidente a influência do desinteresse dos indivíduos em averiguar a credibilidade de um fato exposto,aumentando os índices de ingestão de remédios sem a recomendação médica.Esse evento alarmante,revela a urgência da iniciativa de ações que devem ser efetivadas para combater o crescimento desse sintoma no mundo contemporâneo.

Diante do exposto,é mister a tomada de atitudes do Estado para amenizar a situação atual.Em primeira instância,é dever do MEC(Ministério da Educação) a criação,por meio de verbas públicas,de programas de conscientização que visem alertar os utilizadores sobre as precauções que devem ser valorizadas ao realizar uma pesquisa no campo digital,contratando profissionais aptos para a causa.Por sua vez também,é de responsabilidade do Ministério da Saúde,a construção,através de finanças estatais,de centros clínicos especializados,selecionando especialistas aptos que almejem o atendimento aos cidadãos,conscientizando-os sobre os riscos da automedicação.Somente assim,essas medidas viabilizarão o surgimento de indivíduos mais atentos à saúde e a digitalização no século XXI.