Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 06/10/2019

É inegável o fato que, no Brasil, o uso da tecnologia, durante grande período do cotidiano e para diversos fins, acarretou ao organismo do indivíduo alterações fisiológicas e sociais na sociedade. Paralelamente, é imprescindível que essa realidade precisa, urgentemente, ser analisada e medidas sejam tomadas de forma consistente, tanto pela população em repudiar o uso indiscriminado, quanto por autoridades em repercutir meios de combate. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa situação persiste devido à falta de políticas públicas e o comportamento social frente a esse tema.

Em primeiro plano, é notório que, a partir do avanço tecnológico e científico por meio da Terceira Revolução Industrial no século XX, denotou-se o crescimento do uso da tecnologia sem nenhuma restrição ou instrução para sua inserção, desse modo, trouxe consigo pontos, mas também, negativos e prejudiciais à saúde do povo. Essa realidade está, diretamente, atrelada à ausência de políticas dos órgãos governamentais que, inertes, ficaram diante de uma expansão digital descontrolada, já que modificou, inteiramente, a rotina do usuário tornando-o dependente do acesso á rede. Consequentemente, pessoas são expostas há mais de 10 horas por dia da sua vida perante uma tela que emite feixes de luz diretamente na retina, aumentando a probabilidade de problemas oftalmológicos.

Além disso, outro fator que contribui para esse revés é a forma que a população utiliza e para qual finalidade. Nota-se que, a crescente distribuição das ’’ fake news ’’ através das redes sociais possibilizou ao usuário percepção errônea pela publicação de notícias falsa. Por conseguinte, alterou-se as práticas de busca a autenticidade dos fatos, dessa forma incentivou o discernimento incorreto da publicação.

Portanto, torna-se evidente que é indispensável a adoção de medidas capazes de intervir nos efeitos negativos da Cibercondria. Logo, cabe ao Governo Federal investir recursos provenientes de impostos em pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, a fim de demonstrar para a sociedade os agravantes à saúde do indivíduo. Ademais, o Ministério da Educação deve inserir o conhecimento, por meio das instituições de ensino e conscientizar os jovens, por intermédio de campanhas, palestras e aulas de Informática a real necessidade de alterar o modo de utilização, com o fito de orientar a sociedade a maneira correta de usufruir desse benefício.