Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 06/10/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade,  entende-se que o homem durante a sua caminhada encontrará obstáculos para alcançar o desenvolvimento. De maneira análoga, a cibercondria configura-se como uma pedra na sociedade brasileira, pois, conduz o indivíduo a agir opostamente a sua saúde,  mediante da utilização dos recursos digitais.

Precipuamente, é fulcral apontar, as escolas como formadoras de opinião, têm um importante papel no combate à cibercondria,  já que a adoção de uma postura crítica é essencial para que as pessoas se informem sobre os conteúdos acessados na Internet. Porém, isso não ocorre haja vista que, essas instituições não oferecem educação tecnológica. Por conseguinte,  os internaltas passam a dá credibilidade a informações sem checarem as fontes, e mediante estas, suas vidas são moldadas. Assim, a pedra referida por Drummond permanece no caminho, e a população impedida de se desenvolverem.

Ademais, vale ressaltar, fatores socioculturais como impusionador do problema. O processo de formação  do Estado brasileiro, desde o século XXI, foi marcado pela predominância de uma sociedade indígena, na qual com sua cultura trata dos problemas de saúde por intermédio de chás sagrados e até mesmo folhas de plantas “medicinais”, práticas essas que influenciam a  população brasileira em pleno século XXI. Devido a isso, é comum encontrar pessoas que utilizam o “Dr. Google” para suas consultas médicas. Infelizmente, encontram várias receitas caseira. Nesse sentido, colocam a sua saúde em segundo plano, pois não consideram os riscos desse comportamento capaz de levarem a óbito por ingestão de algo mortal.

Portanto, a cibercondria é um problema que urgentemente deve ser erradicado. Para isso, o Ministério da Educação (MEC), deve promover palestras nas escolas, a serem ministrados por professores de filosofia e sociologia, que deverão por em evidência os efeitos do mal uso da internet, principalmente o de usá-las com fins médicos, com o fito de que a sociedade brasileira desenvolva uma postura crítica, para que não se deixem ser influenciada pelos “médicos digitais”. Só assim, as pedras citadas pelo poeta serão removidas.