Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 27/09/2019

De acordo com a Constituição Federal de 1989, todos têm direito a saúde. Entretanto,esse princípio não é cumprido holisticamente haja vista o crescimento no número de casos de complicações potológicas em decorrência do autotratamento baseado em dados da internet. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: A falta de políticas públicas que visem elucidar a população quanto aos riscos de tratamentos alternativos e a facilidade na obtenção de remédios.

Em primeira análise, é importante ressaltar que a terceira revolução industrial, marcada pelo avanço da internet, contribui para o processo de automedicação. Isso porque, diante da vasta gama de informações associadas ao marketing farmacêutico, desperta a autossuficiência médica no interlocutor, o que gera pesquisas na web e compra de remédios ao menor sinal de enfermidade. Dessa forma, fica ilustrado a teoria Baumaniana que concerne ao imediatismo das relações pós modernas em detrimento das vantagens à longo prazo.

Ademais, a falta de fiscalização nas farmácias corrobora para a disseminação das drogas disponíveis. Nessa perspectiva, diante do autodiagnóstico, é fácil comprar medicamentos. Contudo, essa prática, quando equivocada, camufla doenças mais graves ou as provoca. Dessa maneira, já é possível observar exemplos da teoria Darwinista da seleção natural, uma vez que, surgem novas cepas de bactérias super resistentes, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), vitimarão cerca de dez milhões de pessoas até 2050.

Destarte, medidas devem ser tomadas à fim de mitigar essa situação. O governo pode, à partir de propagandas, informar a população à respeito dos riscos dos diagnósticos na internet, nesse viés, o conhecimento se sobreporia a insipiência e tal prática diminuiria. Outrossim, O Ministério da Saúde, pode fiscalizar drogarias por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Dessa forma, mesmo diante da automedicação as pessoas encontrarão barreiras adicionais ao comprar.