Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 07/10/2019

É notório que a internet revolucionou a relação médico-paciente, sendo possível a qualquer pessoa o acesso à informações sobre doenças e transtornos e suas formas de tratamento. Contudo, essa facilidade acaba gerando problemas de saúde pública, como a Cibercondria. Uma vez que, há o uso de medicamentos sem orientação médica, em consonância a inúmeras informações não confiáveis presentes na rede.

Primeiramente, a cibercondria é a versão digital da hipocondria, em que a pessoa tem a crença infundada que possui alguma doença grave e busca na internet informações e tratamentos de como se curar. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), mais da metade dos brasileiros praticam a automedicação, e 32% dessas pessoas aumentam a dosagem sem qualquer avaliação médica. Cabe ressaltar que, o uso de remédios sem o acompanhamento de um profissional pode agravar situações ou até desenvolver novas doenças de difícil tratamento.

Outrossim, Segundo pesquisa realizada no Reino Unido, ⅘ da população procura conselhos na internet sobre os sintomas presentes, devido ao alto número de informações equivocadas na rede, acabam fazendo o uso de tratamentos inadequados para a situação. Ademais, a busca por diagnósticos e tratamentos de forma inapropriada, ocasiona problemas de interpretação e gera uma visão deturpada da situação superestimando alguns sintomas ou desvalorizando outros indícios importantes.

Dessa forma, o uso exacerbado de medicamento sem indicação médica suscita em problema de de saúde pública. Assim, essa situação pode ser solucionada por meio do Ministério da Saúde, com a criação de campanhas em redes sociais para informar sobre os perigos dos conteúdos na internet. Além disso, o Ministério da tecnologia em parceria com médicos, podem criar uma Cyber organização, como há na Suíça, que cuida especificamente de conteúdos médicos em sites da internet, assim regulamentando e filtrando o que é certo e errado.