Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 16/10/2019
É notório que com a facilidade de acesso a internet, as pessoas tendem a pesquisar mais sobre um produto ou serviço de seu interesse. Com as doenças não é diferente, porém, textos sem fundamento podem trazer consequências até fatais. O uso indiscriminado da rede para busca de tratamento para patologias se dá principalmente por dois fatores: dificuldade de acesso a rede de saúde e facilidade de acesso a medicamentos.
Em primeira análise é fato que o Brasil tem varias desigualdades, uma delas é a distribuição de médicos. Segundo matéria de agosto de 2017 publicada no site globo.com, o numero de médicos por habitante no nordeste é três vezes menor que no sudeste. Esse cenário corrobora para diagnósticos no “Dr. Google”, que na maioria dos casos enganam o paciente nos textos focados mais pela escrita, do que pela parte medica.
Na contramão, ainda é muito fácil comprar medicamentos. Somente em 2010 começou a ser exigido a retenção da receita médica para compra de antibióticos. Também em matéria publicada pela globo.com em maio de 2019, cerca de 77% do brasileiros recorrem a automedicação. Isso muitas vezes é incentivado pela internet, onde pessoas relatam pelas redes sociais que uma determinada droga a ajudou diante que algum sintoma, incentivando assim outras pessoas a consumir aquela substância, observando o sintoma isolado e sem considerar o biotipo de cada indivíduo.
Logo, uma maneira de coibir a automedicação digital no Brasil, é o Ministério da Saúde por meio de campanhas digitais promover a conscientização da população a buscar médicos para diagnostico preciso. Em conjunto, deve ser aproveitado o avanço tecnologico e promover tele-consutas nos locais onde não há medicos, sendo que casos mais especificos deverão ser encaminhados para consultas presenciais, mitigando a automedicação e promovendo melhores condições de saúde a população.