Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 04/10/2019
Em 1969, a internet foi criada nos EUA com intuito de interligar os laboratórios de pesquisas. Entretanto, na contemporaneidade o uso inadequado gera diversos problemas á saúde dos indivíduos. Dessa forma, o acesso universal desse meio comunicativo e de informação tem contribuído para a permanência da cibercondria, caracterizada pela doença da era digital, de modo que favorece a automedicação e aumenta os perigos decorrentes desse ato, pois dificultam o processo médico e profilático. Por fim, é evidente que trata-se de um problema com cunho social, pois o próprio indivíduo favorece o progresso dessa adversidade.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o rápido acesso da internet é um dos fatores que evidenciam a automedicação e o autodiagnóstico, sendo assim o uso inadequado de medicamentos no Brasil nos últimos anos tem índices elevados. Dessa forma, de acordo com o ICTQ - Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade - cerca de 90% da população verificam os sintomas apresentados em sites e compram os medicamentos sugeridos sem a prescrição médica. Logo, é notório que a ausência de uma política que filtre as informações referentes aos sintomas e possíveis doenças podem causar sérios danos para a saúde.
Além disso, com a falta de diagnóstico correto a ansiedade torna-se a protagonista, pois a automedicação pode afetar e causar outros sintomas de modo que interfira no tratamento ou piore as condições. Dessa maneira, os perigos advindos da cibercondria são extremos, sendo que isso pode gerar interpretações e exames e doenças de forma incoerente, dificultando e retardando a resolução do problema real. Logo, trata-se uma adversidade atual que afeta a maioria da população brasileira e ocasiona futuros problemas para a saúde da sociedade.
Em suma, ações devem ser executadas em prol dessa realidade adversa. Portanto, cabe as Secretarias Municipais e Estaduais investimentos em palestras ministradas por farmacêuticos e pedagogos, por meio da apresentação de dados verídicos sobre os riscos e perigos da cibercondria com intuito de esclarecer dúvidas e influenciar a busca por médicos, de modo que a longo prazo diminua esses casos, como também o uso de inadequado e exagerado de remédios. Por fim, será possível minimizar os danos causados por esse ato que prejudica a própria sociedade.