Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/10/2019

No filme “Alérgica a Wi-Fi” da Netflix, Norma, uma jovem, descobre uma doença rara e tem que se mudar para uma cidade remota, sem internet nem telefone. Diante disso, é evidente uma crítica indireta em relação ao uso compulsivo de aparelhos móveis. Em contraposição, a utilização abusiva destes afeta diretamente a saúde mental do indivíduo e facilita a disseminação de falsas informações.

Em primeiro plano, num estudo realizado pelo ACT Institute, mostra que o excesso de redes sociais pode impactar negativamente a saúde mental, principalmente dos jovens. A era da felicidade se medir pela quantidade de “likes” recebidos em uma foto, da exposição exacerbada do cotidiano das pessoas; a era do sorriso externo e do isolamento interno. A medida em que tudo se torna exposto, padrões, críticas, discursos de “ódio” são criados e espalhados com maior facilidade. E junto à isso, os índices de depressão e suicídio aumentam gradativamente.

Ademais, a internet, como maior e mais rápida fonte de informações participa desse processo da era digital. Tendo milhares de notícias e dados diários sendo espalhados tão rápido quanto um simples clique no botão “compartillhar”. De acordo com o site de notícias UOL, 82% dos jovens no Brasil acessam a internet todos os dias. Assim, são expostos a diversas informações, que cabe somente ao receptor buscar saber se a fonte é confiável ou não, facilitando então, a disseminação de falsos dados.

Em síntese, é clara a necessidade de uma readequação social. Nesse sentido, é preciso passar por um processo de “autorregulação”, não permitindo que a tecnologia se torne um vício diário. Além dos pais, a escola também deve estar atenta a essas situações, promovendo diálogos com tais indivíduos, tendo como objetivo buscar uma mudança de hábito mostrando-lhes as consequências que o abuso do uso digital pode causar. Dessa forma, pode-se colaborar para uma ligação saudável e sem dependências das tecnologias e internet, minimizando então, a necessidade ilimitada do meio digital.