Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 07/10/2019
A Revolução Técnico-Científico-Informacional, vigorada precipuamente na década de 1970 está vinculada a priori, a demasiada inserção de tecnologia e informação a sociedade contemporânea. Bem como, a democratização tecnológica favoreceu em suma a maior parte da população, que corriqueiramente é exposta ao bombardeamento de informações na internet. No entanto, essa regalia deve ser manipulada diligentemente pois, ao ser acometido por divergentes informações, esse aparato pode influenciar danosamente o indivíduo, que acaba sendo alienado.
Um paradigma a ser sondado é a cibercondria, a hipocondria digital, atribulação gerada devido a ansiedade induzida como resultância de buscas on-line relacionadas à saúde. Em primeiro lugar, a utilização da internet para a formação do seu próprio diagnóstico é no mínimo uma postura inconsciente, visto que é colossal a proporção de complexidade do organismo humano e por esse motivo, demanda anos de estudos a um médico para que ele possa consubstanciar um diagnóstico confiável. Ademais, a questão sintomática é insuficiente para o diagnóstico devido as múltiplas doenças que abrangem um mesmo sintoma, podendo atribuir o consumo de uma medicação equivocada.
A indústria farmacêutica por meio da mídia tendencia a sociedade a prática da automedicação anteriormente supracitada. No que tange a propagandas televisivas e anúncios na internet, a facilidade de acesso e a explicação dada por meio do anúncio ao produto em questão faz com que o alvo da publicidade sinta-se suficientemente esclarecido, ignorando a necessidade da consulta médica. Jurgen Habermas exemplifica esse fenômeno de alienação praticado pela Indústria Cultural, que não visa o bem estar do indivíduo, utilizando métodos de influência que prevalecem sobre o senso crítico, viabilizando apenas o lucro. Portanto, é indubitável que a população ultrapasse sua zona de conforto e faça uso de sua própria criticidade, julgando o que realmente seja benévolo a si.
Infere-se, portanto, que o Estado admita providências para reorganizar a conjuntura atual de cibercondria. Para alertar a população brasileira sobre tal imbróglio, urge que o Ministério da Educação elabore campanhas publicitárias através a mídia que sobreavisem aos envolvidos os riscos do autodiagnóstico via internet e os resultados negativos acerca da ‘‘doença da era digital’’, sugerindo ao público alvo a busca de profissionais da saúde para a devida diagnose e a promoção da criticidade individual assim pressuposto pelo ilustre físico teórico Albert Einstein que cita: ‘‘O espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia’’. Praticando devidas alternativas, torna-se possível o combate a comodidade de muitos que servem-se da internet, culminando ao desenvolvimento individual e social.