Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 19/10/2019

O empresário Steve Jobs afirma que " a tecnologia move o mundo". Tal realidade expressa o poder da internet na sociedade atual, que é utilizada de forma irresponsável para a procura excessiva de diagnósticos duvidosos. Assim, a cibercondria é um problema que leva a automedicação e a incredulidade no profissionalismo médico.

Nesse contexto, as indústrias farmacêuticas utilizam propagandas apelativas que apresentam soluções imediatas, induzindo o interlocutor a pesquisar seus sintomas e a sentir necessidade de adquirir o produto oferecido, mesmo sem prescrição médica. Segundo a pesquisa do ICTQ

( Instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), a automedicação é praticada por 79% dos brasileiros com mais de 16 anos. Desse modo, evidencia-se como a mídia pode refletir negativamente na vida das pessoas, utilizando seu poder de persuasão.

Além disso, de acordo com a terceira lei de Newton, toda ação tem uma reação oposta e de mesma intensidade. Assim, de  maneira análoga o cibercondríaco utiliza informações colhidas da internet, nem sempre verdadeiras, para contrapor o médico, que estudou durante anos todas as patologias, o que dificulta a criação de um bom vínculo de confiança entre o profissional e o paciente. Em consequência, o diagnóstico confiável fica comprometido.

Portanto, medidas são necessárias para que a cibercondria deixe de existir na sociedade atual, como o Ministério da Saúde fiscalizar as propagandas das indústrias farmacêuticas, a fim de evitar conteúdos apelativos que influenciem a automedicação. Bem como, a discussão sobre o tema nas escolas, através de palestras mensais com psicólogos, para alunos de ensino fundamental ao médio, com o objetivo de orientar sobre a importância de confiar no profissionalismo médico, para um bom diagnóstico.