Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/09/2019
O site WikiHow tem como objetivo auxiliar indivíduos a fazerem ou aprenderem qualquer tipo de coisa, desde as categorias mais simples, como amizade, até as mais complexas como, por exemplo, artigos relacionados à saúde. Todavia, embora a disponibilidade desse tipo de conteúdo ajude algumas pessoas, o grande problema se encontra, principalmente, quando o assunto está ligado a doenças, uma vez que a cibercondria, nos últimos anos, tem sido alvo de preocupação mundial, o que se deve a fatores como o fácil acesso à internet e o novo modo de vida na rede.
A hipocondria digital é uma patologia desenvolvida por pessoas que, com base em pesquisas feitas no Google, ficam ansiosos com a ideia de ter uma doença grave. Logo, graças ao advento da internet e a quantidade de informações que a mesma disponibiliza, o índice de indivíduos (geralmente da classe C, D ou E) que recorrem ao navegador antes de irem ao médico é de, aproximadamente, 26% no Brasil, segundo uma pesquisa feita pelo Google. Sob esse viés, é possível notar que essa “atração” pela internet se dá, muitas vezes, devido aos problemas envolvendo a Saúde oferecida pelo Estado, já que além de ser acessível (quando comparado ao valor de uma consulta) é mais rápido visto que, em alguns lugares, há a ausência de médicos ou enormes filas de espera.
Ademais, outro fator que impulsiona uma maior busca pelo “Dr. Google” é o novo padrão de vida, o virtual. Devido ao fato de a internet estar, cada vez, mais presente no dia a dia e, por consequência, na área da saúde, muitos, laudos, atestados e exames são fornecidos via online, o que pode influenciar algumas pessoas a buscarem mais conteúdos – relacionados com o resultado da observação – na rede. Dessa forma, com bases nesses dados, muitos indivíduos acabam por criar seu tratamento que, somado à automedicação, pode resultar em problemas mais graves de saúde.
Infere-se, por conseguinte, medidas necessárias para resolver o problema da cibercondria no Brasil. É de urgência que as prefeituras, em parceria, com as organizações de saúde do seu município promovam uma mudança na grade curricular das instituições escolares durante o ensino fundamental e médio. No intuito de que, ao serem inseridas aulas, palestras e feiras sobre saúde pública e doenças digitais (psicológicas, por sua vez), os alunos possam aprender sobre os perigos dessa doença e buscar, em primeira hipótese, médicos ou enfermeiros. Ademais, é de grande importância também que o Estado colabore com uma restruturação na divisão e quantidade de profissionais por região evitar espera e mau direcionamento dos pacientes.