Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 30/09/2019
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e ao bem estar social. Conquanto, uma doença da era digital chamada cibercondria impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos perigos de se automedicar sem prescrição médica. De acordo com o ICTQ (instituto de pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico), 79% dos brasileiros com mais de 16 anos tomam remédios sem prescrição médica. Diante do exposto, fica claro que o problema é grave e precisa de solução.
Faz-se mister, ainda, salientar a consulta de doenças na internet como impulsionador do problema. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é inadmissível continuar com tal problema mental na sociedade enquanto há vários tratamentos com profissionais da área.
Infere-se portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. O ministério da saúde estabelecer novas regras sobre o consumo de remédios, conscientizando a população através de mídias e palestras sobre os perigos de se automedicar com a participação de profissionais da área e depoimentos, promovendo uma sociedade mais ciente sobre os usos de medicamentos.