Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 06/10/2019

No Brasil, a automedicação é um fenômeno frequente, a maioria dos brasileiros ainda fazem uso indiscriminado de remédios dentro de várias circunstâncias indeterminadas. No século XXI, com o desenvolvimento dos aparelhos de comunicação e propagação das indústrias de redes, esse equívoco acabou aumentando. Uma onda descontrolada de “Websites” e “Apps” prometem transformar indivíduos comuns em verdadeiros médicos e possibilitar uma automedicação segura, gerando o atual cenário de incompreensão de saúde pessoal e interpessoal, alavancando agravos médicos de velhos cidadãos hipocondríacos e dos novos “cibercondríacos”.

Acima de tudo, é importante relatar o verdadeira desafio social presente no problema. Muitos do casos decorrentes são oriundos do mito popular da Internet como redentora da informação, consequentemente, da confiança e da verdade pelo público. Baseado nesse aspecto, muitas pessoas, principalmente jovens - parcela da população mais influenciada e impactada pela tecnologia - fazem uso desse mecanismo devido a confiança e a praticidade. Por conseguinte, a automedicação continua forte e criando variados casos de transtornos psicológicos pessoais e precoces anomalias de saúde, dando prorrogação à adversidade tratada.

Além disso, persiste no Brasil uma grande dificuldade de acesso ao sistema de saúde, tendo vista sua lotação, custo elevado para grande parte da população e seu índice de disponibilidade não homogêneo nas demais regiões do país. Este importante fato contribui muito para veemência da problemática. O filósofo e matemático René Descartes, relatou: “vou tornar como falso tudo aquilo que não possa duvidar”. Logo, é importante salientar a internet como uma grande aglomeração de dados e informações que variam constantemente, duvidar dessas inconstâncias é fundamental, devendo existir maneiras diferentes de busca por assistência especializada.

Entende-se, portanto, priorizar maneiras de gerenciar o Sistema Único de Saúde ao cenário atual. Para tanto, é necessário que o Ministério da Saúde, por meio das secretarias municipais, revitalize sua área de acesso. Esse percurso será definido a partir da análise de dados dos indivíduos que ao consultarem a internet serão realocados ao site de saúde de seu município, no qual poderá pedir assistência. As áreas cadastradas terão prioridade no programa de saúde e receberá médicos e enfermeiros que darão atenção especial durante um período programado. Ademais, os governos estaduais devem  realizar parcerias com as clínicas privadas dos pequenos e médios municípios, este modelo deve agilizar a implementação desse novo sistema com aumento do número de profissionais da área. Por fim, às regiões mais distantes como periferias e zona rural portarão aumento do horário de atendimento. econsulta, desenvolvendo maior acesso ao programa de saúde.