Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 06/10/2019
Com o advento dos avanços técnologicos, após a Guerra Fria, o acesso às informações se tornou praticamente ilimitado, e já não é mais necessário se deslocar ao hospital para obter conhecimento sobre determinadas enfermidades. Todavia, a cibercondria também se aproximou da sociedade, haja vista a autodiagnosticação frequente aliada às novas condutas dos pacientes antes, durante e após o atendimento.
Primeiramente, é perceptível que se tornou comum o autodiagnóstico via pesquisas no Google. Nesse sentido, a cibercondria surge como um perigo para a saúde, uma vez que os pacientes passam a se automedicar e tratar sem prescrições médicas. Por exemplo, de acordo com a psicóloga Anna Lucia King - integrante do Instituto Delete -, a autodiagnosticação compulsiva por meio da internet pode levar uma pessoa a acreditar que obtém uma doença que na realidade é inexistente, o que demonstra a precisão de orientação no uso desse artifício.
Ademais, as novas condutas vistas em pacientes indicam a necessidade de mudanças no comportamento dos médicos. Visto que as informações se tornaram acessiveís, o conhecimento prévio leva ao desejo de uma maior participação durante o atendimento. No que tange o referido, segundo o Dr. Cláudio Lottemberg - presidente do hospital Albert Einstein -, os pacientes passaram a optar por se tornar um agente ativo durante o diagnóstico.
Portanto, a cibercondria necessita de atenção. Dessa forma, é dever do Ministério da Saúde orientar a população, por meio de palestras e campanhas de conscientização que ensinem a usar a internet do modo correto em caso de dúvida, a fim de aproveitar a ferramenta. Além disso, cabe às universidades públicas e privadas investir na formação de médicos adeptos ao meio tecnológico/informacional, por meio da reformulação dos métodos de atendimento ao público, com o fito de envolver o paciente no processo com eficiência. Destarte, o Brasil mudará o rumo da saúde populacional nessa nova era.