Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/10/2019

Segundo o filósofo Platão, o importante não é viver, mas viver bem. Entretanto, essa não é uma realidade no Brasil, uma vez que grande parte dos cidadãos sofre com um sistema de saúde precário e com a dificuldade em conseguir atendimento médico, o que diminuí sua qualidade de vida e os leva a procurar soluções alternativas.

A internet pode ser uma grande aliada a saúde - como por exemplo na série americana Diagnosis, na qual médicos e não médicos do mundo todo contribuem com seu conhecimento para ajudar a diagnosticar doenças raras - mas também pode ser prejudicial a ela. Com a facilidade de acesso a informações, é cada vez maior o número de brasileiros que tomam remédios por conta própria.

A automedicação, apesar de parecer inofensiva, tem efeitos catastróficos. Bactérias, por exemplo, estão desenvolvendo resistência a antibióticos devido ao uso repetido e indiscriminado desse mediamento. Outro problema agravado pelo uso desregrado da internet é o autodiagnóstico, pois muitas doenças possuem sintomas parecidos e o indivíduo pode estar negligenciando alguma condição mais grave.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que mudem essa situação, como a criação de campanhas pelo ministério da saúde em parceria com sites de pesquisa, que informem aos usuários os riscos da ingestão de fármacos por conta própria. Os postos de saúde locais poderiam realizar palestras e debates com a comunidade para sanar dúvidas e explicar procedimentos. É mister também a contratação de mais médicos, assim como uma parceria do SUS com o sistema de saúde privado, de modo que os atendimentos se tornem mais acessíveis. Só assim, o viver bem defendido por Platão se tornará uma realidade no Brasil.