Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 01/10/2019

Após a segunda guerra mundial ( 1939-1945), iniciou se a Terceira Revolução Industrial,chamada também de Revolução Informacional. Esse avanço permitiu a criação de novos meios de comunicação, como o Google, que possibilitou  a pesquisa de doenças e sintoma sem sair de casa. Nesse contexto, no Brasil, a cibercondria vem crescendo como uma doença digital, notando-se problemas relacionados a automedicação e a não consulta de profissional, o pode que causa risco a saúde.

Em primeira analise, vale lembrar que cibercondria refere-se a ansiedade induzida, resultante  de buscas online relacionadas a saúde. Uma pesquisa feita pelo Google, aponta que mais de 26% dos brasileiros recorrem primeiramente ao dr.Google, quando se deparam com algum sintoma, e mais, cerca de 79% dos brasileiros com mais de 16 anos de automedicam. O fácil acesso a analgésicos e a anti-inflamatórios é uma das respostas para essa porcentagem, o que se torna perigoso, uma vez que a automedicação pode mascarar doenças graves resultando em algo crônico.

Outra vertente é que 70% população depende do SUS (sistema único de saúde), o que torna o sistema lento, a demanda é grande e a estrutura pequena, a fila de espera para consultas e exames chega de demorar meses, isso faz com que a população busque diagnósticos caseiros, podendo se tornar um vício, gerando sérios transtornos, e o que era para ser um auxílio  ao médico e ao paciente pode se tornar um grande vilão.

Portanto, é evidente que a cibercondria está relacionada ao fácil acesso a informações, medicamentos e ao difícil acesso a consultas e exames. Assim, é necessário que o poder legislativo crie leis que dificultem a aquisição de medicamentos sem prescrição médica, assim a população passara a procurar um profissional. E necessários também, que o governo promova a contratação de médicos e profissionais da saúde, agilizando as consultas  e incentivando a população a buscar ajuda . Desse modo, os avanços tecnológicos  passaram a trabalhar em conjuntos com a saúde a não contra, melhorando qualidade de vida da população.