Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 07/10/2019

Dr. Google

A revolução tecnológica, durante o século XX, transformou o mundo pós revolução industrial. A internet, como consequência desse advento, ampliou o modo de se comunicar, como rede sociais, e transmitir informações, como o Google, mas, da mesma forma inovou, ao longo do tempo trazendo malefícios. Atualmente, manifestações psicopatológicas ligadas ao campo eletrônico, como Cibercondria, e a falta  de políticas públicas para remidiar o cenário são fatores preocupantes para o futuro da saúde pública do país.

O termo Cibercondria deriva da junção de dois conceitos: a hipocondria, consumo excessivo de medicamentos sem, necessariamente, estar doente e ciber, palavra derivada que descreve o mundo virtual. Essa doença descreve o autodiagnóstico compulsivo, por pessoas de diferentes faixas etárias,  oriundo de pesquisas em sites informacionais, como o google. De acordo com o estudo feito pela Universidade de Baylor, nos Eua, em 2017, demonstrou que grande parte da doença está associada, incialmente, a pessoas com tendências ao excesso de ansiedade.

Decerto, a ansiedade para obter tratamento e a facilidade de acesso a um grande número de informações dispostas livremente facilita a busca por respostas em sites informacionais ao invés de especialistas na área em questão. Custos com medicamentos, tempo de consulta e fila de espera são outros fatores que tornam pesquisas por sintomas, na internet, mais atrativos. No entanto, essa autoconsulta tem gerado diversas consequências, como falta de tratamento adequado, prejuízo a saúde com ingestão indevida de medicamento ou, até mesmo, a morte pela ausência de tratamento.

Outrossim, é a falta de ações governamentais para contornar a questão, como campanhas semelhante ao Outubro rosa, visto que, pouco se discute ou medidas são tomadas atender e diagnosticar casos de doenças relacionadas ao meio cibernético. Em muitos países, ainda não são vistos, esses transtornos, como doenças ligados ao campo eletrônico e, portanto, não tratáveis.

Logo, são necessárias políticas públicas mais sérias feitas pelo Ministério da Saúde em conjunto com empresas midiáticas, de forma a investir em campanhas de conscientização acerca da Cibercondria e suas consequências, por meio de palestras em escolas, divulgações em sites e feiras nas ruas, com intuito de informar a população de diversas faixas etárias sobre os perigos de procurar informações online ao invés de profissionais qualificados e, dessa maneira, diminuir os casos de autodiagnóstico ligados a pesquisas incorretas.