Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 03/10/2019

Com o advento da internet, os seres humanos passaram a se comunicar e a interagir com o mundo e, a partir disso começaram a buscar informações que melhoraram as suas vidas, sobretudo na área da saúde. Entretanto, esses indivíduos, mesmo recorrendo a internet, não cuidam da sua saúde como deveriam, uma vez que a automedicação, bem como a vida corrida do século XXI são causas dessa problemática. Dessa forma, faz-se necessário promover discussões sobre a temática que objetivem soluções.

Primeiramente, os brasileiros encontram na automedicação uma forma de driblar a ida ao especialista  e a enfrentar grandes filas no Sistema Único de Saúde(SUS), de maneira que, por meio da internet, encontram receitas prontas para seu problema, as quais podem surtir efeitos contrários. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia(CFF), a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Nesse sentido, nota-se que no Brasil existe uma cultura de não procurar ajuda de profissionais adequados quando o assunto é saúde.

Além disso, outro motivo pelo qual a população brasileira não procura ajuda médica é a vida corrida da atualidade e o trabalho extenuante do dia a dia, de forma que sobra pouco tempo para ir as consultas e com isso recorre-se ao meio informacional como forma de encontrar respostas para o problema. Na Grécia Antiga, valorizava-se o ócio dos cidadãos atenienses para que eles pudessem cuidar do corpo e da mente, e governarem a cidade. Nessa perspectiva, vê-se uma grande discrepância entre os momentos mencionados, assim o ser humano da atualidade precisa buscar novos meios de valorizar sua saúde física e mental.

Destarte, a população não costuma se tratar de forma adequada. Logo, o Ministério da Saúde, através de professores e médicos, deve realizar Workshop e palestras para a comunidade visando explicar sobre os malefícios da automedicação. Esse projeto precisa ser expandido pela mídia, por meio da internet, TV e rádio, para que a maior quantidade de pessoas sejam alcançadas. Ademais, é imperativo que o povo, por intermédio de manifestações pacíficas, cobre melhor adaptação da carga horária de trabalho as consultas e os tratamentos médicos. Pois, somente assim se construirá uma sociedade em que os seres humanos são mais conscientes.