Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 02/10/2019

Como definido pelo filósofo Heráclito, o mundo está em constante transformação, no que vale observar os avanços produzidos em meio tecnológico, bem como a internet, agilizando o cotidiano humano. No entanto, a plenitude de movimentos digitais demasiadamente surge problemáticas no que tange o comportamento a essas redes. Nisso, fatores como o descrédito com o serviço público de saúde, adjunto da falta de políticas de conscientização, corroboram para o entrave atual.

Em primeiro plano, o sociólogo Anthony Giddens define a “sociedade do risco”, em sua contemporaneidade, em que todos somos responsabilizados e ameaçados por atitudes individuais equivocadas. Nessa perspectiva, convém ressaltar que o descaso da ausência de informações acerca de problemas que colocam os cidadãos em risco, evidenciam a população se fazer uso de medidas incorretas, desde o compartilhamento de sites para minimizar alguma dor até a compra de medicamentos sem ordem médica.

Em segundo plano, segundo Adela Cortina, a existência de máximos de felicidade, na sociedade, devem ser garantidos por mediadores em que envolvam mínimos éticos em distintos grupos sociais. Nesse cenário, o atendimento hostil em hospitais e postos de saúde contribuem para uma imagem distorcida, em que soma-se ao discurso da filósofa, em que o despreparo do governo para contornar déficits nesses setores não são garantidos, e que se transformam na população em uma busca rápida em meios tecnológicos, contribuindo para a vexatória.

Portanto, urge que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, efetive campanhas de esclarecimento sobre riscos e danos do uso indevido da internet, por meio de agentes, como psicólogos e médicos e divulgando por meio online e presencial, a fim de diminuir o contexto negativo. Ademais, é dever do Estado fiscalizar hospitais e postos de atendimento, assegurando o seu uso para todos. Dessa maneira, a população brasileira poderá encontrar caminhos para o bem-estar.