Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 04/10/2019

Criada em 1969, nos EUA, a internet transformou o mundo de maneira a integra-lo de um jeito único. Esse passo na sociedade permitiu que a informação se difundisse rapidamente por todo o globo e boa parte da população planetária tenha acesso ao que nela é publicado. Todavia, ao relacionar a Web com a saúde, depara-se com usuários que atuam aleatoriamente diante ao que lê e desenvolvem transtornos psicológicos.

Primeiramente, é importante ressaltar que o acesso a informação tem resultado em diferentes comportamentos, o qual, deve-se a ignorância perante ao assunto exposto. Dessa maneira, uma parcela consulta as redes e acha que é uma mera infecção e não procura auxílio médico, o que pode resultar na complicação de uma enfermidade grave. Concomitantemente, se automedicam - segundo a pesquisa do Instituto de Pós-graduação para profissionais do mercado farmacêutico, 79% dos brasileiros tem esse hábito. Tal prática, pode acarretar severos problemas de saúde, pois o medicamento por si só tem seus riscos.

Em segunda análise, as informações podem resultar numa atitude contrária a já citada, de forma que o usuário tende a acreditar que tem todas as doenças sobre as quais leu na internet. Esse comportamento acaba por gerar um imediatismo que se traduz em ansiedade e, com uma supervalorização dos sintomas, pode desenvolver depressão. Tal reação ocorre pela diminuição da potência de agir, segundo o filósofo Spinoza, havendo a queda de alegria e a fragilização do mesmo, torna-se incapaz de continuar a vida.

Infere-se, portanto, que a cibercondria tem ocasionado distúrbios na saúde humana devido a ignorância do assunto e a reações aleatórias diante ao que é lido. A fim de reduzir as complicações geradas pela Web, o Conselho Regional de Medicina deve criar e correlacionar páginas confiáveis, de forma a indica-las como referência. Assim, poderá atrelar a importância de não descartar a consulta e disponibilizará esclarecimento mais detalhado de uma possível doença.