Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 25/09/2019
Após a Revolução Informacional, iniciada no século 20, a internet passou a facilitar ainda mais as interações dos indivíduos, seja social ou intelectual. Todavia, perigosamente, o uso dessa tecnologia trouxe consigo problemas graves no tocante à saúde mundial: A Cibercondria. Com isso, em vez de amparar, a internet está agravando doenças e, principalmente, aumentando os índices da automedicação por conta de pesquisas más administradas e direcionadas.
. Em primeiro plano, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões políticas-estruturais. Segundo estatísticas, o número de brasileiros adultos que já se automedicaram ultrapassou 70% no país. Tal dado confirma a precariedade nos mecanismos de auxílio, como postos públicos e hospitais sem infraestrutura, em promover consultas rápidas e eficientes para a população, induzindo assim a pessoas a buscarem seus sintomas na internet e, muitas vezes, comprarem remédios sem embasamento médico ou farmacêutico. Dessa forma, a Cibercondria contribuiu para que a pratica da automedicação se tornasse algo normal e feito sem regulamentação.
Além disso, é cabível afirmar que essa situação nociva acontece devido a razão estrutural que é o Fato Social. De acordo com Durkheim, é na infância que os indivíduos passam pelo processo de socialização, ou seja, adquirem os valores da sociedade que se encontram. Se, nesse período, a criança for educada para não ir à médicos e cuidar de sua doença de forma alternativa, ela crescerá com esse pensamento enraizado em seus costumes, perpetuando essa atitude para outras pessoas. Há, portanto, a necessidade de ensinar a juventude para um futuro saudável.
Ante o exposto, é fundamental os esforços dos setores públicos e sociais para reverter a Cibercondria. Assim, é urgente que o Ministério da Saúde, junto com a Secretaria Municipal - órgão responsável pela administração das cidades - e profissionais da saúde, crie programas de saúde pública, por meio de atendimentos gratuitos semanais e que percorram - através de micro-ônibus especializados - por toda a cidade, com finalidade de atender com mais acessibilidade, rapidez e segurança toda a população. Outrossim, com proposito de romper os problemas na maneira inadequada de educar as crianças sobre o assunto, o Ministério da Educação deve criar e distribuir cartilhas e livros didáticos com intuito de explicar aos estudantes a importância da consulta médica e os perigos da automedicação pela internet. Tais ações restaurarão o bem-estar de todos os envolvidos no impasse da problemática.