Cibercondria: a doença da era digital
Enviada em 04/10/2019
O perigo da enxurrada de informações cibernéticas para a saúde
A cibercondria, que consiste na automedicação baseada em consultas a sites disponíveis na esfera digital, é um termo que surgiu com a intensa popularização da internet como ferramenta inerente aos seres humanos, principalmente àqueles que vivem em áreas urbanas. Ela ocorre e se intensifica devido à falta de filtragem das informações digitais as quais se tornam cada vez mais numerosas e densas, levando a uma difícil identificação do que é verídico pelos seus usuários.
De início, é possível constatar o perigo da carência de cuidados na utilização da internet mediante à banalização das técnicas medicinais e farmacêuticas. A partir desses ideais, a série Diagnóstico, produzida pelo serviço de “streaming” Netflix, apresenta os diversos quadros de doenças não diagnosticadas pelo mundo, visando buscar a ajuda de profissionais de todos os continentes a partir da divulgação do caso e da posterior análise dos palpites enviados à médica responsável pelo programa. Desta forma, a produção cinematográfica aborda como é difícil e desafiante o exame de um paciente e como a definição de um tratamento adequado só pode acontecer baseada em anos de estudos e de capacitação profissional.
Além disso, as redes sociais, apesar de serem instrumentos extremamente positivos para a comunicação e para a mobilização social, sediam, constantemente, episódios controversos por causa da pouca visão crítica de alguns usuários. Ademais, são triviais as publicações acerca de doenças e de transtornos, como a depressão, por jovens que se baseiam apenas em suas vivências, ignorando os possíveis efeitos que podem causar em outra pessoas. Essa situação pode desencadear a adoção de remédios e tratamentos não adequados, configurando a cibercondria como um dos sintomas do mau uso dos meios de comunicação.
Por conseguinte, é necessária a confecção de propagandas educativas que explicitem o perigo da cibercondria na era digital e que indiquem as formas mais condizentes de navegar na internet em consonância com uma vida saudável e equilibrada. A Organização Mundial da Saúde, munida de sua extensa influência mundial, deve agir em parceria com o Ministério da Saúde brasileiro a fim de incentivar a utilização consciente e racional das redes sociais e das ferramentas ciberneticas. Desse modo, a rede densa e profunda de informações existentes não deve mais propiciar as decisões precipitadas tomadas pelos jovens no que tange a sua saúde.