Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 03/10/2019

Levando-se em consideração de que expressiva parte da população mundial, vive na era digital. Partimos do pressuposto que um elevado percentual dessa população, que utiliza a internet, transfere a questão da saúde para a web. Perante isso, os impactos ocasionados à longo e curto prazos, são alarmantes.

Primeiramente, é fato que a internet trás certa comodidade à vidas dos que a usufruem, em uma era que o tempo propriamente dito, tornou-se o bem mais precioso no cotidiano. Vale ressaltar, que tal regalia trás também, comportamentos de como a população observa e lida com a própria saúde. A acessibilidade via wifi de conteúdos medicinais, os quais anteriormente apenas eram encontrados em livros específicos, vem acarretando um auto diagnóstico embasado em algumas linhas, nas páginas da internet, por muitas vezes confiáveis. Porém, o não conhecimento técnico, origina uma interpretação equivocada.

Concomitante a essa dimensão, a Organização Mundial de Saúde (OMS), já compactua com outras organizações dentro e fora do campo medicinal, o tema cibercondria, como mal da era informacional. Ademais, o termo está relacionado à hipocondria virtual. Sob esse viés, como dito pelo filósofo, Jean Jacques Rousseau: “O homem é bom por natureza, a sociedade que o corrompe”, transpondo-se para a atual situação, poderíamos dizer que: “O homem é inocente, a internet que o leva à auto diagnosticação”. Entretanto, técnicas em primeiros socorros disponibilizadas na rede, pode salvar vidas; se os procedimentos forem realizados corretamente.

Dessa forma, com o intuito de controlar o crescimento exacerbado, desta que poderá se tornar uma psicopatologia de grandiosas proporções. Devemos nos engajar a princípio como cidadãos, à procura de um profissional adequado, em quaisquer dúvidas recorrentes à saúde. Contudo, para que isso ocorra, empresas do setor de T.I, junto à organizações governamentais, propõem palestras temáticas ao assunto, como também as próprias empresas subsidiárias das páginas dos sites em questão, aderirem esse objetivo. Além disso, maior fiscalização através de filtros nos servidores, em determinadas pesquisas, que são entregues aos leitores. Com a finalidade, de se reverter o cenário vigente dessa adversidade.