Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 30/09/2019

Há estudiosos que afirmam já estarmos na ambiência da 4ª Revolução Industrial (4ª R.I). Porém, mesmo que essa afirmação não seja unânime nos polos intelectuais, é inegável a existência do uso da nanotecnologia e dos serviços digitais oferecidos pela Inteligência Artificial. Nesse contexto, a crescente dependência da conectividade virtual ligada à superficialidade dos resultados de buscas na internet, foi o alinhamento perfeito para a criação de uma nova psicopatologia.

Primeiramente, é comum encontrarmos estabelecimentos que ofereçam conexão wi-fi para seus clientes. Ademais, essa manobra de marketing comercial é dirigida aos indivíduos que, em sua maioria, dão preferência a locais que ofereçam tal tecnologia, como bares, restaurantes e shopping centers. Logo, nota-se uma reformulação nas relações sociais, moldadas pela necessidade de estar conectado. Assim, a escolha por determinados lugares e empresas, torna-se, até mesmo, uma ação pública de atração para os serviços locais, onde o governo oferece wi-fi, por exemplo, no metrô e ônibus de algumas cidades, como o Rio de Janeiro e São Paulo.

Além disso, se por um lado a cibertecnologia esteja adaptando-se ao mercado, por outro tem causado uma superficialidade nas relações pessoa-pessoa. Por conseguinte, alguns indivíduos passam a fazer buscas na internet por questões que deveriam ser acompanhadas por profissionais. Dessa forma, a automedicação, receitas para emagrecimento ou tramamentos alternativos, calcadas em resultados de pesquisas individuais na internet, tem crescido, como é mostrado nas pesquisas realizadas pelo Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Portanto, para amenizar essa psicodependência tecnológica, a Iniciativa Privada, em comunhão com as prefeituras, pode oferecer alternativas de interação aos usuários. Para isso, a introdução de eventos que fomentem o lazer lúdico, a prática de esportes e artes em geral, são alternativas que podem desenvolver a percepção mais humanizada. Assim, a possível 4ª R.I poderá coexistir sem gerar acentuação de ciberpatologias nas pessoas.