Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 28/09/2019

O veloz desenvolvimento da web acarreta, de semelhante modo, o surgimento de consequências, que atingem diversas áreas na vida dos usuários, haja em vista a grande popularização da internet nos últimos anos. Tal fenômeno apresenta assim, que riscos outrora limitados à pequena parcela existente de internautas, assumem, na contemporaneidade, proporções preocupantes para a sociedade. No âmbito da saúde há similar prejuízo. A chamada cibercondria, como destaque, revela a possível “evolução” de problemáticas, da realidade ao campo virtual. Por conseguinte, torna-se evidente a necessidade de combate à pesquisa online com finalidade de autodiagnóstico.

Isto posto, é importante tomar como fator inicial um ponderamento acerca da incapacidade de análise  de saúde própria que seja correta. Antes, é necessária a atuação do profissional médico adequado. Afinal, por mais atraente que seja o malabarismo, o fenômeno do “Dr. Google”, assim também conhecido, além de ser inexato, pode conduzir à multiplicação da preocupação, advinda do intenso desejo de confirmar-se uma autodiagnose. Ademais, o aumento de tal incabível ansiedade possibilita o desencadeamento de novas intempéries psicológicas, como inclusive algum tipo de transtorno, que traga piores dificuldades ao hipocondríaco digital.

Do mesmo modo, convém considerar a urgência da situação: segundo levantamento feito pelo Google, pesquisas de saúde no Brasil cresceram mais que em outros lugares no mundo. Adicionalmente, de acordo com pesquisa realizada pelo Centro de Estudos sobre Tecnologias da Informação e Comunicação, 33% dos usuários brasileiros afirmaram utilizar sites de busca para obter informações sobre saúde. Dados como estes realçam como, no país, a cibercondria mostra-se relevante, pois, indubitavelmente, tanto um autoexame que, supostamente, defina um quadro salutar, quanto outro que indique o consumo equivocado de medicamentos, são prejudiciais à população.

Logo, é plausível a tomada de iniciativas que contemplem tal conjuntura, tendo em vista a indispensabilidade do assunto. Para tanto, a propagação de conteúdo que contemple a ineficácia da atitude errônea de recorrer-se a uma pseudo consulta virtual, que englobe seus devidos riscos em contraste com as facilidades oferecidas. Esta divulgação deve ocorrer no mesmo meio em que o perigo ocorre: sites da Web, com dados chamativos, e outros, como redes sociais, incluindo em televisão, rádio, etc. Ações estas, e demais semelhantes, devem ser tomadas pelo Estado, que deve investir em propagandas úteis, em conjunto com o Ministério da Educação e centros de pesquisa nacionais.