Cibercondria: a doença da era digital

Enviada em 06/10/2019

Faz-se  notório a relevância da internet no cotidiano dos seres humanos. Dessa forma, os laços de dependência formados com o mundo digital trouxe grandes benefícios. No entanto, são os malefícios, como a cibercondria, que preocupam  atualidade dos brasileiros. Nesse sentido, pontos devem ser analisados, a exemplo da autodiagnóstico e da dificuldade de confiança entre paciente e profissional da saúde.

A priori, a era digital alcançou grande parte dos brasileiros. Atualmente, mais de 100 milhões de pessoas tem acesso a internet no Brasil em 2016, segundo o IBGE. Dentre muitas coisas, a internet proporciona liberdade, inclusive para pesquisar sobre doenças e sintomas. Assim, o aumento do autodiagnóstico e, consequentemente, automedicação podem aumentar, levando a complicação dos casos devido a ingestão equivocada de fármacos sem opinião médica.

Além disso, a formação acadêmica dos profissionais da saúde possibilita as intervenções necessárias para cada tipo de patologia. Outrora, ao acessar um novo conhecimento, por parte dos internautas, diversos diagnósticos são feitos de forma errônea. Por sua vez, tal comportamento impede a confiança entre paciente e médicos e enfermeiros. Levando assim, ao agravamentos dos casos de cibercondria.

A cibercondria, portanto, é a resultante da hipocondria na era digital, tendo em vista uma geração progressivamente ansiosa. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver propagandas e anúncios nas redes sociais orientando internautas a importância de obter uma consulta médica para fechar um diagnóstico e iniciar o tratamento adequado. Além disso, aumentar a fiscalização, por meio de órgãos responsáveis como a Anvisa, para a venda de medicamentos com a receita médica. Logo, a pessoa do profissional da saúde será mais valorizada e, também diminuirá os casos de autodiagnóstico e automedicação, atenuando, desse modo,  a doença da era digital.